Indígenas Xukuru realizam Assembléia em Pesqueira

Povo Indígena Xukuru realiza Assembléia em Pesqueira

Encontro lembra os dez anos do assassinato do Cacique Xicão e discute a política indigenista brasileira e o processo de criminalização dos movimentos sociais.Participam cerca de dois mil índios da etnia, além de líderes indígenas de diversas regiões do País e representantes de governos, Ministério Público e do poder legislativo.
De 17 a 20 de maio, os indígenas Xukuru realizam a 8ª Assembléia do Povo Indígena Xukuru com o tema “10 Anos Sem Xicão e A Perseguição Continua”. O encontro acontece na Aldeia Pedra d, em Pesqueira, Agreste de Pernambuco. A Aldeia Pedra d é o local da mata e terreiro sagrado Xukuru, onde está a Pedra do Rei do Ororubá. Nela, foi realizada a primeira retomada das terras indígenas Xukuru em 1986.

Pela primeira vez, a Assembléia Xukuru contará com a participação de representantes dos poderes públicos convidados. O objetivo é promover e ampliar a discussão sobre questões referentes à política indigenista brasileira, como o Projeto de Lei do Estatuto dos Povos Indígenas e a criação do Conselho Nacional de Política Indigenista; e o contínuo processo de criminalização do movimento indígena.

Além de cerca de dois mil índios Xukuru, participaram lideranças indígenas de outras regiões do País; representantes do governo estadual e federal, Ministério Público e Poder Legislativo; jornalistas e acadêmicos. A programação ainda conta com ritual religioso, apresentações de toré (dança indígena), exibições de vídeos e de teatro (Confira programação completa abaixo).

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Índios de Roraima defendem segurança reforçada em retorno de Quartiero

Índios de Roraima defendem segurança reforçada em retorno de Quartiero

A liberdade provisória concedida pela Justiça ao líder dos arrozeiros de Roraima e Prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, foi recebida com certo temor pelos índios, que querem a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em área contínua e a saída dos produtores de lá. Eles se dizem preocupados com possíveis agressões, a partir do retorno do arrozeiro ao estado e consideram necessário que Polícia Federal redobre a atenção na área.

“Ele (Quartiero) nesse pedaço sempre foi e sempre será um risco. É importante reforçar, fazer melhor essa organização de vigilância, para que não volte a ocorrer o que aconteceu com as comunidades indígenas”,

afirmou à Agência Brasil o coordenador geral do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Dionito José de Souza, referindo-se ao episódio em que dez índios, que ocupavam uma fazenda de Quartiero, foram baleados por funcionários do arrozeiro.

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Índios vão a Brasília discutir prazo para início de estudos nas aldeias

Índios vão a Brasília discutir prazo para início de estudos nas aldeias


Flávia Bernardes
Seculodiario

Os Tupinikim e Guarani do Estado viajam a Brasília nesta quarta-feira (14), para discutir quando a Fundação Nacional do Índio (Funai) iniciará os estudos étnico-ambiental no território recentemente reconquistado, em Aracruz. Segundo eles, falta apenas finalizar a demarcação física da aldeia de Comboios, para os estudos serem iniciados.

A expectativa do cacique da aldeia de Caieiras Velha, Cizenando, é de que a demarcação física da aldeia de Comboios termine em duas semanas. Só depois disso, os estudos serão iniciados. A aldeia de Caieiras Velha já foi demarcada pelos técnicos da Funai, como informou o cacique.
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Lideranças indígenas do Acre participam da COP 9 na Alemanha

ideranças indígenas do Acre participam da COP 9 na Alemanha


José Nilson Sabóia Kaxinawá, agente agroflorestal. (Foto: Acervo FEM)

Edmilson Ferreira
12-May-2008
Lideranças indígenas de seis etnias do Acre estarão em Bonn, na Alemanha, participando da 9a Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 9), entre os dias 19 e 30 deste mês.
O , 23, mora na Terra Indígena Humaitá, em Tarauacá, e estará na conferência com colegas manicheri, shanenawa, apurinã e kontanawa apresentando proposta sobre desenvolvimento sustentável das terras indígenas.

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SEJAM TODOS BEM VINDOS AMIGOS E PARENTES

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Kaiowa - O SOL e A LUA

AJI - Ação de Jovens Indígenas de Dourados


O SOL e A LUA

Era uma vez o sol e a lua, uma mulher era grávida de um rapaz chamado Peju. Ele era o pai do sol e da lua. A mãe era grávida de dois gêmeos e depois que a mãe fez 9 meses de grávida os dois meninos nasceram para ser sol e a lua. Eles nasceram a noite, depois que o sol e a lua cresceram a mãe morreu aí eles ficaram adulto. E eles tinham dois colares.
Aqueles dois colares eram muito brilhantes.

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Espirito Santo - Índios Tupinikim pretendem dirigir trabalhos para melhorar a vida da comunidade

Índios pretendem dirigir trabalhos para melhorar a vida da comunidade

HOME PAGE SECULODIARIO.COM, 08.05.2008
Flávia Bernardes

Nos próximos dia 14 e 15, os índios Tupinikim da aldeia de Pau Brasil irão apontar as necessidades, assim como o que é prioritário para o desenvolvimento da comunidade. Os apontamentos serão feitos na “2ª.Oficina de Educação em Saúde e Mobilização Social”, que deverá mobilizar setores da saúde, da agricultura e geração de renda.

Segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que está coordenando as oficinas junto à prefeitura de Aracruz, a intenção é construir uma proposta de educação em saúde e mobilização social com os índios para fortalecer as formas de organização comunitária em busca de uma melhor qualidade de vida. Neste sentido, os técnicos da Funasa, da Prefeitura de Aracruz e do Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper) deverão ouvir a comunidade durante dois dias de atividades baseadas nos problemas enfrentados pela comunidade nas áreas de higiene, alimentação, geração de renda, lazer, cultura, entre
outros. A expectativa de agir de forma integrada com a comunidade é que a ação incentive os índios a se agrupar e procurar seu próprio desenvolvimento, cabendo aos técnicos apenas apoiar as propostas para
melhorar a qualidade de vida deles.

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Decreto de Lula obriga militares nas terras indígenas, diz Jobim

Decreto de Lula obriga militares nas terras indígenas, diz

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou um decreto determinando que as Forças Armadas tenham obrigatoriamente unidades militares dentro de terras indígenas situadas em zonas de fronteira, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Segundo Jobim, a decisão integra um novo plano de atuação militar na região de fronteira da Amazônia que deve ser colocado em prática no segundo semestre.

“Queremos dizer claramente uma coisa fundamental: terra indígena é terra brasileira. É terra de propriedade da União afetada a usufruto indígena. Não há nações ou povos indígenas, existem brasileiros que são indígenas”,

disse Jobim a jornalistas, nesta quinta-feira, após cerimônia comemorativa do Dia da Vitória, que marca o fim da 2a Guerra Mundial em 8 de maio de 1945.

Jobim afirmou que a orientação de reforçar a presença militar na Amazônia partiu do presidente Lula e os detalhes para a implementação do plano serão definidos nos próximos 90 dias com os chefes das três Forças.

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Raposa Serra do Sol é divisor de águas na política indigenista

Raposa Serra do Sol é divisor de águas na política indigenista

HOME PAGE COM CIÊNCIA, 08.05.2008

Há quase 3 décadas, o processo de demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (Tirss) - localizada em Roraima, na fronteira do Brasil com a Guiana e Venezuela - mobiliza índios, forças armadas, o governo
do estado, arrozeiros, ocupantes não-índios e o governo federal.Em abril de 2005, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva homologou a demarcação contínua da Tirss e estabeleceu o prazo de um ano para a retirada dos ocupantes não-índios. Entretanto, os não-índios, sobretudo seis arrozeiros, ainda estão nas terras. Os opositores à demarcação contínua - o governo de Roraima, agricultores, entre outros - resistem à desocupação e defendem a demarcação da Tirss em ilhas, conservando, por exemplo, a ocupação nãoindígena sobre áreas de cultivo. O pesquisador em etnoecologia do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Vincenzo Lauriola, ressalta que a demarcação contínua da Tirss representa um modelo importante de gestão sócio-ambiental e de desenvolvimento sustentável, por ser inteiramente delimitado por fronteiras naturais.

“Na sua luta pela área única `de rio a rio’, os índios demonstram sabedoria ambiental, buscando indiretamente evitar problemas que afetam outras áreas indígenas, como o Parque Indígena do Xingu, cujas condições ambientais são gravemente ameaçadas pelo desmatamento provocado pela expansão das monoculturas e da pecuária nas nascentes dos rios que o atravessam, devido ao fato que ficaram fora da área demarcada”.

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Ministro do STF nega busca e apreensão de armas na reserva Raposa/Serra do Sol

Ministro do STF nega busca e apreensão de armas na reserva Raposa/Serra do Sol

Fonte: HOME PAGE FOLHA ON LINE, 08.05.2008

O ministro Carlos Ayres Britto, do STF (Supremo Tribunal Federal), indeferiu nesta quinta-feira o pedido da União e da Funai (Fundação Nacional do Índio) para expedir mandado de busca e apreensão de armas, munições e explosivos na reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima. A decisão ocorreu na análise da ação cautelar ajuizada pelo governo de Roraima para que o STF suspendesse qualquer operação para
retirar não-índios da área, em especial a Operação Upatakon 3, da Polícia Federal. No recurso juntado ao processo, a União e a Funai pediam que o mandado de busca e apreensão autorizasse a entrada de homens da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança nas fazendas ocupadas pelos não-índios para recolher armas que estivesse em poder dos fazendeiros. Um dos argumentos usados pela União e pela Funai foi o conflito de segunda-feira, quando 10 índios ficaram feridos após confronto com seguranças da fazenda Depósito, propriedade do agricultor e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM).

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Raposa/Serra do Sol’

PF pode continuar a apreender armas na Raposa Serra do Sol, afirma delegado

PF pode continuar a apreender armas na Raposa Serra do Sol, afirma delegado

Marco Antônio Soalheiro
Enviado especial

Boa Vista - O delegado da Polícia Federal Fernando Segóvia disse hoje (9) que agentes da corporação podem continuar a apreender armas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, mesmo depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter negado pedido para a expedição de mandado de busca e apreensão de armamentos na reserva. O pedido havia sido protocolado no Supremo pela Advocacia-Geral da União (AGU) na última-terça-feira (6).

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Indigenas do Nordeste - Tribos culpam Funasa por mortes decorrentes de falta de assistência médica nas aldeias

Tribos culpam Funasa por mortes decorrentes de falta de assistência médica nas aldeias

HOME PAGE ALAGOAS EM TEMPO REAL, 08.05.2008

Mais de doze etnias, vindas de vários municípios do estado, totalizando mais de 300 índios, denunciaram a Fundação Nacional de Saúde, em Alagoas, como responsável pela morte de vários índios principalmente crianças e idosos por falta de assistência a saúde.Eles denunciaram também uma fossa estourada na Funasa que vem causando focos de mosquitos na sede da Fundação.
Os representantes das tribos começaram a chegar na noite de terçafeira em pequenos grupos e na tarde de quarta-feira (7) já se contava cerca de 300, que estão recebendo apoio alimentício do Sindicato dos Servidores Públicos.

“Nosso povo está morrendo por falta de assistência e isso é uma vergonha que estão fazendo
com a gente que somos os primeiros habitantes de Alagoas. Para se ter uma idéia os doentes de nossas aldeias estão sendo transportados em carro de mão até o posto de saúde, por falta de veículos que estão recolhidos na garagem em virtude dos motoristas estarem com seus salários atrasados há mais de cinco meses”, disse o cacique Zezinho,da etnia Koiupamká, localizada no município de Inhapi e que conta com 166 famílias.

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Funai de Dourados chama Polícia Federal para retirar sem-terra

Funai de Dourados chama Polícia Federal para retirar sem-terra
HOME PAGE MIDIAMAX NEWS, 07.05.2008
João Prestes

A coordenadora da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Dourados,
Margarida Gregoletti, pediu reforço à Polícia Federal para retirar manifestantes sem-terra que invadiram a sede do órgão hoje pela manhã.
São cerca de 100 manifestantes, em protesto contra o que chamam de entraves jurídicos criados pela Funai para desapropriação da fazenda Cachoeira, em Tacuru. A área de 5.096 hecatares é reivindicada
pelos sem-terra e também por indígenas.

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Índios devem voltar a bloquear acesso à Raposa Serra do Sol no fim da tarde

Índios devem voltar a bloquear acesso à Raposa Serra do Sol no fim da tarde

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O acordo entre a Polícia Federal (PF), índios e arrozeiros para a liberação do acesso à Terra Indígena Raposa Serra do Sol encerra-se hoje (8), às 18h. Segundo o coordenador de Projetos da Comunidade Raposa Serra do Sol, ligado ao Conselho Indígena de Roraima (CIR), o macuxi Jaci José de Souza, os índios aceitaram liberar a via apenas para os arrozeiros retirarem a produção da Fazenda Depósito, localizada dentro da reserva. O caminho está interditado desde ontem pelos indígenas.

“Às 18h, a comunidade vai fechar [a estrada]. Estamos fiscalizando, olhando os arrozeiros tirar o arroz. Amanhã, a comunidade continua levantando suas casas dentro da área deles, mas fora da área cercada da fazenda”, informou o representante indígena em entrevista à Agência Brasil.

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Ministra faz apelo ao STF para manter demarcação da reserva Raposa Serra do Sol

Ministra faz apelo ao STF para manter demarcação da reserva Raposa Serra do Sol

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou os conflitos na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, como “um dilema civilizatório” que o país precisa enfrentar, depois de séculos de massacre das populações indígenas.

Durante a abertura da Terceira Conferência Nacional do Meio Ambiente, a ministra fez hoje (7) um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que mantenha a legalidade da demarcação de Raposa Serra do Sol. Em abril, uma decisão do tribunal suspendeu a retirada de arrozeiros que ocupam a área indígena.

“O presidente Fernando Henrique Cardoso corajosamente demarcou Raposa Serra do Sol, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva corajosamente homologou a terra e agora nós esperamos que a Justiça brasileira mantenha esse avanço civilizatório do nosso país”, afirmou.

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Presidente da Funai teme que decisão do STF divida Raposa Serra do Sol em “ilhas”

Presidente da Funai teme que decisão do STF divida Raposa Serra do Sol em “ilhas”

O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, afirma que sua maior preocupação - com relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima - é com a diminuição ou com a divisão do local em “ilhas”.

“Se por um acaso ocorresse que o Supremo definisse a diminuição da área ou a dividisse em ilhas, isso criaria uma situação temerária seria uma jurisprudência que colocaria em risco todas as terras indígenas do Brasil, principalmente na Amazônia Legal”, apontou, em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia, na última semana.

Para Meira, a decisão do Supremo não diz respeito somente à Raposa Serra do Sol. “Ela é uma decisão que interfere em todas as terras indígenas e, portanto, em toda a política indigenista que vem sendo desenvolvida nos últimos 20 anos”, concluiu.

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Serviço Florestal retoma processo de concessão florestal no Jamari

Serviço Florestal retoma processo de concessão florestal no Jamari

O Supremo Tribunal Federal suspendeu nesta quarta-feira (7), a liminar da desembargadora Selene Maria de Almeida, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que suspendia o processo de concessão Florestal da Flona Jamari, em Rondônia. Com a medida será possível retomar o processo que estava na fase de habilitação. Para o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, “essa decisão é oportuna e importante para a promoção do manejo sustentável, neste momento crítico de combate ao desmatamento da Amazônia”, afirma.

Histórico - Duas empresas, das oito participantes, já foram desabilitadas. A documentação apresentada por elas, na fase inicial, foi julgada inconsistente pelo Serviço Florestal. Elas tiveram prazo para apresentar recursos, mas não se interessaram.

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Nossos índios não tenham o mesmo fim dos cavalos selvagens de Roraima

“Por favor, peço a todos que se mantenham vigilantes quanto às conseqüências dessa nova campanha contra os povos indígenas brasileiros, para que nossos índios não tenham o mesmo fim dos cavalos selvagens de Roraima”. Antônio Carlos Fon.
Trechos da carta do jornalista Antônio Carlos Fon para Luiz Nassif.

“Ricardo Boechat anunciou hoje pela manhã que o repórter Fábio Pannunzio está de volta a Roraima para cobrir o “conflito” entre índios e “arrozeiros”. Coitados dos índios. Fábio é um bom repórter, eu o conheci em 1993, quando da greve da TV Jovem Pan, onde ele trabalhava. Eu era, na época, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e ele repórter da TV Jovem Pan, fazendo parte do grupo ligado ao João Carlos Di Gênio. (…).

No jornal da Rádio Bandeirante apresentado hoje pela manhã por Ricardo Boechat, comentando o incidente em que dez índios foram feridos a bala pelos seguranças - ou “jagunços”, dependendo da posição de cada um - do prefeito Paulo César Quartieiro, Fábio Pannunzio fez uma defesa aberta e descarada dos “arrozeiros”.

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[La Compartida] Solidariedade aos povos indigenas Raposa Serra do Sol

Companheiras/os,
Segue nota de apoio da Marcha Mundial das Mulheres em Solidariedade aos povos indígenas de Raposa Serra do Sol.
No anexo uma sugestão de carta para o Supremo Tribunal Federal, os correios eletrônicos para onde devem ser encaminhados.
Toda solidariedade à população indígena de Raposa Serra do Sol, em especial às lutadoras mulheres indígenas que têm se mantido firme na resistência e na linha de frente desta luta!
Saudações feministas,
Marcha Mundial das Mulheres
____________________________________

Nota de Apoio da Marcha Mundial das Mulheres.
Solidariedade aos povos indígenas de Raposa Serra do Sol.

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Peru: Os 25 por centos das crianças indigenas morrem antes de 11 anos, revela Defensoría do Povos

Peru: Os 25 por centos das crianças indigenas morrem antes de 11 anos, revela Defensoría do Povos

Perú: El 25 por ciento de niños nativos muere antes de 11 años revela Defensoría del Pueblo

* O tempo atual.
Shipibas das mulheres, foto: DefensorÃa da cidade

O Defender do Merino de Beatriz da cidade apresentado/indicou o relatório Defensorial Nº 134 ontem, intitulado “A saúde das comunidades nativas: Um desafio para o estado”, esse regista a situação do vulnerability elevado em que estão aproximadamente 10 mil settlers das comunidades nativas de Amazon, mãe do deus e de Ucayali, risky exposto às doenças infectious.No relatório indica-se que 76% dos estabelecimentos visitados da saúde não contam em meios do transporte se mover para as comunidades próximas.

Estes estabelecimentos faltam, também, das medicinas e do equipamento para conservar vacinas e medicinas. Em caso da emergência, a maioria das famílias deve supor as despesas do transporte dos povos que requerem a atenção.

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Força Nacional vai reforçar segurança na Terra Indígena Raposa Serra do Sol

Força Nacional vai reforçar segurança na Terra Indígena Raposa Serra do Sol

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

Manaus - Mais 50 homens da Força Nacional vão reforçar a segurança na Terra Indígena Raposa Serra do Sol em Roraima. A informação foi dada hoje (6), em Manaus, pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, pouco antes de retornar a Brasília.

O ministro chegou ontem (5) na capital amazonense, junto com o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Hoje, ele esteve na reserva e participou de um sobrevôo na região para checar de perto a situação local.

Tarso garantiu que todas as medidas serão tomadas com apoio do governo federal para acabar com os conflitos na terra indígena. Ontem, dez índios foram baleados depois de ocupar parte de uma fazenda do líder dos arrozeiros e prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero.

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PF encontrou “explosivos de fabricação caseira” em fazenda de Quartiero, diz delegado

PF encontrou “explosivos de fabricação caseira” em fazenda de Quartiero, diz delegado

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O avião da Polícia Federal (PF) que levará o líder dos arrozeiros e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero, ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, já decolou de Roraima. A informação é do delegado Fernando Segóvia, coordenador-geral da operação da PF na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Ontem (6), Quartiero foi preso, em flagrante, depois que agentes da Polícia Federal encontraram artefatos explosivos dentro da sua propriedade, a Fazenda Depósito.

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Moradores tentam tirar índios de praia em Niterói-RJ

Moradores tentam tirar índios de praia em Niterói-RJ

Agencia Estado

Moradores de Camboinhas, um dos endereços mais valorizados de Niterói, estão se mobilizando para se livrar de seus mais novos vizinhos: 38 índios guarani que se mudaram para uma área de sambaquis (cemitérios indígenas) à beira da praia. A Sociedade Pró Preservação Urbanística e Ecológica de Camboinhas (Soprecam) encaminhou ofício ao Ministério Público Federal, questionando a propriedade da terra. E alega que os indígenas estão destruindo área de restinga, de preservação ambiental.

A associação de moradores reclama que os índios têm nadado nus e alega que eles são aculturados, e portanto não haveria justificativa para que vivessem numa aldeia. “Eles têm laptop, mandam e-mail, têm até carro. E estão transformando ali num camelódromo de artesanato. O desespero dos moradores de Camboinhas é que a praia vire um camelódromo”, alega a advogada da Soprecam, Adriana Alves da Cunha e Souza.

Os índios negam essa versão. Eles se instalaram ali como forma de preservar a área de sambaquis. “Ali tem cinco cemitérios e já havia autorização da prefeitura para construção de um condomínio. Há cinco anos fazemos manifestações ali contra esse empreendimento. E então, sugerimos ao IEF (Instituto Estadual de Florestas) um projeto para proteção ambiental com manejo indígena. Estamos negociando”, afirmou o advogado Arão da Providência Araújo Filho, integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) e ele próprio um índio guajajara.

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Menina é morta em invasão de aldeia indígena no MA

Uma menina de 5 anos foi morta ontem à noite quando dois homens armados invadiram a aldeia Guajajara de Anajá, na terra indígena Araribóia, perto do município de Arame, no Maranhão. Os suspeitos

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Valores Culturais dos Povos Indígenas: Ser índio não é ser contra ninguém. É ser a favor da dignidade da pessoa humana…

Por: Wilson Matos da Silva*

Ao contrario do imaginário popular, não é a indumentária, cor da pele ou posição social que nos diferencia como seres humanos, mas, sim os valores que cultivamos no meio em que vivemos.
Ser indígena (nativo brasileiro) não é apenas estar pelado, pintado para guerra e adornado com plumas, mas, sobretudo, ver o mundo desprovido de valores mercantilista (cosmovisão), respeitando a natureza e interagindo com ela. Uma das capacidades que diferenciam o ser humano dos animais irracionais é a capacidade de produção de cultura.
A importância com a qual vemos o mundo, e os princípios que regem nossa relação interpessoal na tribo são normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por um povo, Aldeia, povos, etc.
Para Edward Burnett Tylor antropólogo inglês, “Cultura… é o complexo no qual estão incluídos conhecimentos, crenças, artes, moral, leis, costumes e quaisquer outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade.”

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“MENTES “CIVILIZADAS”?

MENTES “CIVILIZADAS”?

Fez-se necessário levantar o questionamento em relação ao território indígena Raposa Serra do Sol, para percebermos o quanto nosso território está impregnado de invasores, usurpadores e assassinos. Em pleno século XXI, a nossa Pindorama, está cheia de colonizadores, que se auto denominam brasileiros.

É inacreditável, ouvir desses homens ditos “civilizados”, que essas terras são deles, ou que compraram, e pagaram por elas, que possuem títulos e registros dessas terras. E, que os indígenas possuem muita terra, questionam para que o “índio” precisa de terra, etc. Ou, dizem, que há muito deixamos de ser nômades, e passamos a ser sedentários como eles, ou seja, preguiçosos como eles, porque é assim que vemos o sedentarismo, típico do preguiçoso. Quando hoje, não podemos exercer nossa cultura e tradição, são impedimentos, que os senhores determinaram, confinando-nos dentro de campus de concentração de guerra “reserva indígena”, ou vocês desejam omitir, esconder, que deflagraram uma guerra injusta contra nós, onde o poder de fogo, de armamento bélico trazido pelos invasores, e que até hoje, ainda se usa contra nosso povo covardemente.

Como a mente humana, se transforma em depósito asqueroso, quando determinado assunto lhes convém. Esquece-se, que nós autóctones desse território não detínhamos a escrita, e sim ágrafos, portanto uma sociedade oralista, riquíssima em sabedoria, não precisávamos de forma de governo, que serve para promover a corrupção. Portanto para nós, basta nossa presença para legitimar o que é nosso por direito.

Difícil para nós povos indígenas, ouvi dessas pessoas, que hoje povoam nosso território, herdeiros de uma herança maldita, que só trouxeram-nos sofrimento. Mataram milhões de indivíduos, desestruturaram nossas famílias, estupraram nossas mulheres, saquearam e atearam fogo em nossas casas, violaram nosso solo sagrado, escravizaram-nos, etc. Emitirem, qualquer juízo de valor em relação ao nosso Povo. Quem são eles para determinarem quem verdadeiramente somos, e quais os nossos direitos, se quando aqui eles chegaram, nós já existíamos. Não reconhecemos essas pessoas, que se sentem pseudos-europeus, que fazem questão de dizer que são filhos, netos, bisnetos, etc., de imigrantes. Aqui eles não passam de intrujões, que receberam objetos furtados para comercializá-los.

O outro lá, um ministro, em reportagem chegou a dizer, que assim deveria entregar a cidade maravilhosa dele, o Rio de Janeiro. Sim, e daí, deveria entregar sim, sabe quantos dos nossos foram mortos para reerguerem essa chamada “Cidade Maravilhosa”, quanto sangue de inocentes foram derramados e banhou esse solo, onde hoje, se sentem donos, e esquecem do sofrimento que foi causado aos verdadeiros donos.

Indígenas, acorde, o momento é de união, é preciso um esforço de todos nós, deixarmos de lado às muletas que foram criadas, e que se dizem nos sustentar, essas muletas, não são totalmente confiáveis, não sabemos para qual lado ela deve quebrar, se o tombo para nós é maior que o tombo deles.

Não estamos aqui para nos tornarmos capitalistas, ou estamos? O que desejamos é manter viva nossa cultura e tradição, é continuarmos sendo diferentes, porque iguais a eles, nós já sabemos o que são capazes, destroem tudo e todos. Enfim, destroem a si mesmos.

São 508 anos de resistência, não seria agora o momento de nos enfraquecermos. Basta lembrarmos dos nossos antepassados, que derramaram seu sangue lutando para manter nossa cultura, e tradição. Não existe legado mais importante, que se tenha conhecimento, deixado por um outro grupo que não sejam os povos autóctones, os povos das florestas. A harmonia com a Mãe Natureza; o consumo consciente; o amor ao próximo; o respeito; a união; o coletivo; a partilha; a sabedoria; a essência.

NÓS SIM, SOMOS SERES HUMANOS, SOMOS ORIGINÁRIOS DESSE TERRITÓRIO, PORTANTO INDÍGENAS, AUTÓCTONES. “INDÍOS” SÃO ELES, QUE VIERAM NÃO SABEMOS DE ONDE!

Yakuy Tupinambá
yakuy@indiosonline.org.br

Lideranças indígenas estão dispostas a recorrer ao mundo inteiro para garantir demarcação de reserva em Roraima

Lideranças indígenas estão dispostas a recorrer ao mundo inteiro para garantir demarcação de reserva em Roraima

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‘Se exacerbarmos a ocupação pretérita, vamos ter que entregar o Rio aos índios’

‘Se exacerbarmos a ocupação pretérita, vamos ter que entregar o Rio aos índios’

Do G1, em São Paulo*

ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou preocupação com relação aos conflitos de segunda-feira (5) na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Pelo menos nove índios ficaram feridos. O Conselho Indígena acusa os arrozeiros pela agressão.

“Todo conflito gera preocupação, consideradas as conseqüências. Que se busque a paz social, que se busque o entendimento, a compreensão do próprio contexto”, afirmou Marco Aurélio, na noite de segunda, após sua última sessão na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo reportagem da Agência Brasil, o ministro disse ainda que espera a rápida solução sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. “Que venha o mais cedo possível uma decisão do Supremo Tribunal Federal definindo a questão.”

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Dia 08/ 05/08 - ENCONTRO MULTIPROFISSIONAL DE ATENÇÃO AOS POVOS INDÍGENAS

Conselho Regional de Psicologia SP - Subsede Baixada Santista e Vale do Ribeira convida:

ENCONTRO MULTIPROFISSIONAL DE ATENÇÃO AOS POVOS INDÍGENAS

Data: 08 de maio de 2008.
Horário: das 19h às 22h
Local: CRP SP - Subsede Baixada Santista e Vale do Ribeira
Rua Dr. Cesário Bastos, 26 - Vila Belmiro - Santos - SP.

Ø Público Alvo: Profissionais das áreas da Saúde, Educação, Assistência Social e demais interessados.

Roda de conversa: “Atenção aos Povos Indígenas e a perspectiva da Transdisciplinaridade”

Luiz Eduardo Valiengo Berni - Psicólogo. Doutor Em Psicologia (USP/SP). Mestre em Ciências da Religião (PUC/SP). Diretor da Thot Desenvolvimento Humano. Membro do Grupo de Pesquisa Estudos Transdisciplinares da Herança Africana (UNIP). Membro Fundador do CETRANS - Centro de Educação Transdisciplinar. Autor de Artigos Publicados em Livros e Revistas Especializadas.

Eurico Sena Baniwa - Indígena da etnia Baniwa (alto Rio Negro - AM). Bacharel em Filosofia e Teologia. Discente do curso de Direito. Coordenador do Centro de Estudos Avançados das Nações Indígenas - NEAI (SP). Gestor da Comissão Intersecretarial de Monitoramento e Gestão da Diversidade (Secretaria do Trabalho, SP). Membro da Associação Indígena do Mérito Rio Negro - ACMIRIM. Membro do Núcleo de Estudos Jurídicos do Indígena (SP).

Lançamento do GT Psicologia e Povos Indígenas. Continue lendo ‘Dia 08/ 05/08 - ENCONTRO MULTIPROFISSIONAL DE ATENÇÃO AOS POVOS INDÍGENAS’

Indígenas são atacados por jagunços de arrozeiro em Surumu - Roraima

Indígenas são atacados por jagunços de arrozeiro em Surumu

Na manhã desta segunda-feira (5/5), pelo menos 10 indígenas da Raposa Serra do Sol foram atacados por um grupo de jagunços da Fazenda Depósito, do rizicultor Paulo César Quartieiro, prefeito de Pacaraima. Segundo as informações repassadas até agora, através do sistema de radiofonia do Conselho Indígena de Roraima, os jagunços já chegaram atirando sem dar qualquer chance de defesa às vítimas. Um dos indígenas está em estado gravíssimo, após de baleado no ouvido e nas costas. A Polícia Federal está conduzindo as vítimas para atendimento em Boa Vista.

Leia a íntegra da carta do CIR às autoridades

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