Em um momento em que toda a sociedade se preocupa com o aquecimento global, todos os olhares se voltam às alternativas ecologicamente corretas. Na economia, agora o importante é o desenvolvimento sustentável. Não diferente disso, os indígenas também utilizam as suas áreas nas reservas como fonte de renda para toda aldeia.
A etnia Pataxó vive na região interna à faixa litorânea dos estados de Minas Gerais, Bahia e Minas Gerais. Uma região de praias e florestas bem preservadas, fator que levou o povo a desenvolver um projeto de ecoturismo.
Dentre as reservas que compõem a Rota das Aldeias, que atravessa o Parque Nacional de Montes Claros (MG), Reserva da Jaqueira (Porto Seguro – BA), Reserva da Aldeia Velha (BA), Reserva da Imbiribira (BA) e Reserva da Barra Velha (BA), existe uma que se destaca quanto à organização do projeto. Na Reserva da Jaqueira, os indígenas estabeleceram uma parceria com os hotéis da cidade e desenvolveram pacotes turísticos incluindo a aldeia. Assim, ela pode ser considerada a mais organizada e melhor desenvolvida.
Segundo o indígena Raoni Pataxó, com o pacote, o fluxo de turistas aumentou bastante, incluindo até estrangeiros de Portugal, Inglaterra e Espanha. Raoni conta ainda, que o preço de um passeio nas terras da aldeia Barra Velha custa apenas R$ 15, com direito a uma pequena pintura corporal e a provar a comida tradicional do povo Pataxó.
Navegando em águas mais profundas
Com uma visão nesse mercado econômico, o povo Paresi Haliti, nativo de um território de matas, campos e cerrados, no município de Tangará da Serra, no Mato Grosso, está desenvolvendo um projeto inovador.
O mercado de Crédito de Carbono é bem atual e consiste na venda de oxigênio limpo que é produzido em grandes áreas de florestas conservadas. Durante o processo de fotossíntese as árvores absorvem o gás carbônico, poluente do meio ambiente, e liberam o oxigênio. O Crédito de Carbono é a venda de partes da floresta que consomem esse gás.
Após a assinatura do protocolo de Kyoto, em 1997, na cidade de Kyoto no Japão, que determina a redução de emissão de gases poluentes na atmosfera, os países particpantes tornaram-se consumidores dos Créditos de Carbono, pois podem fazer tal redução comprando os créditos.
Segundo o Pajé Zokezo Maiake Paresi, os índios dessa etnia estão desenvolvendo o projeto em parceria com a empresa Carbonus de Minas Gerais, e só então será lançada na bolsa de valores, para que aconteça uma compra. “É uma ótima oportunidade, já que nossas florestas estão bem conservadas” disse o líder Paresi. Zekeso ressaltou ainda que esse mercado está em crescimento e pode ser uma ótima fonte de investimento para aldeia.
Fonte:Tenõde Porá UCB News / Anna Virgínia Cunha
http://tenodepora.spaces.live.com/
Tenõdé Porã UCB News
Universidade Católica de Brasília – Comunicação Social – NUCLAM






