Arquivo para Fevereiro, 2008

A Máscara da LLX está caindo. Os índios reconhecem, cairam no”Conto do Mister-X”
29 Fev 2008 Por Plinio

Ao oferecer dinheiro e um hotel fazenda aos índios Tupi-Guarani, da Aldeia Piaçagüera para promover o abandono da terra e enfraquecer o irreversível processo de demarcação da Terra Indígena a equipe do milionário Eike Batista mostrou sua técnica de persuasão. A mesma técnica empregada com os ribeirinhos do Pantanal que, a exemplo dos índios de Peruíbe com o Porto Brasil, atrapalhavam o sonho do milionário de montar uma siderúrgica, movida a carvão, em pleno Pantanal.

Os resultado, no Pantanal, são as inúmeras multas por compra de carvão produzido por desmatamentos ilegais e ações judiciais movidas contra a MMX ou EBX.

Veja a ação movida pelo Procurador da República, no Mato Grosso

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Convite: I Oficina da Pesquisa Nacional Sobre Povos e Comunidades Tradicionais (Brasília, 03 a 05/03)

Convite: I Oficina da Pesquisa Nacional Sobre Povos e ComunidadesTradicionais.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME

SECRETARIA DE ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

DIRETORIA DE ARTICULAÇÃO GOVERNAMENTAL

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

SECRETARIA DE EXTRATIVISMO E DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL

DIRETORIA DE EXTRATIVISMO

Brasília, 28 de fevereiro de 2008.

Prezados,

É com grande prazer que convidamos Vossas Senhorias a participarem da I
Oficina da Pesquisa Nacional sobre Povos e Comunidades Tradicionais do
Brasil a ser realizada no período de 3 a 5 de março, em Brasília - DF.
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Projeto VIGISUS ????, mas pelo menos o nome é bonito.

O Projeto VIGISUS II – Componente Saúde Indígena visa a consolidação da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. O projeto tem por objetivos dinamizar e apoiar a assistência sanitária aos povos indígenas, nas áreas de segurança alimentar, saúde mental e na valorização das práticas tradicionais indígenas de saúde; fomentar a elaboração de projetos indígenas de iniciativas comunitárias de promoção à saúde; e desenvolver a capacidade de organização, gestão, atenção e administração do Subsistema de Saúde.

Com o objetivo de intervir no problema de alta rotatividade de profissionais de saúde dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas - DSEI, o Projeto VIGISUS II previu um programa de bolsas de estudo, uma iniciativa inovadora para a formação superior de trinta profissionais indígenas nas áreas de medicina, enfermagem e odontologia. Ao mesmo tempo em que busca contribuir para o fortalecimento institucional da Funasa e para a capacitação de seus recursos humanos, o programa vem ao encontro de crescentes demandas de aumento do número de estudantes indígenas no sistema de ensino superior do país. Continue lendo ‘Projeto VIGISUS ????, mas pelo menos o nome é bonito.’

Comissão Especial de Mineração desrespeita Povo Yanomami

Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas (FDDI)

NOTA PÚBLICA
Comissão Especial de Mineração desrespeita Povo Yanomami

Nós, as Organizações Indígenas e entidades indigenistas e socioambientais de apoio às lutas dos povos indígenas abaixo assinadas, membros do Fórum Fórum em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas (FDDI), tendo conhecimento da visita realizada por representantes da Comissão Especial de Mineração em Terras Indígenas, da Câmara Federal dos Deputados, a aldeias do Povo Yanomami, em Roraima, no dia 14 de fevereiro de 2008, sem prévio aviso, manifestamos.

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Guaranis: do jejuvy à palavra recuperada

Guaranis: do jejuvy à palavra recuperada

Muito além de mortes banais, os suicídios indígenas em Mato Grosso são
também protesto, ritual, performance de uma cultura que sobrevive por
um fio muito tênue e belo. Agora, uma campanha nacional quer defender
suas terras e matas, seu tempo distinto, sua singularidade possível

Fabiane Borges, Verenilde Santos

Performance ritual:

O dia amanhece com um índio guarani-kaiowa enforcado. Cadarço de tênis
esticado da árvore. Banho tomado, perfumado, de joelhos.

A aldeia bororo sabe do que se trata: do jejuvy. Isso não é conforto,
é ritual de morte. A palavra jejuvy na língua dos Guarani [1] tem uma
carga semântica que significa aperto na garganta, voz aniquilada,
impossibilidade de dizer, palavra sufocada, alma presa. É através do
ritual do jejuvy que os kaiowas praticam o suicídio, por enforcamento
ou ingestão de veneno. Apesar de ser reconhecido como prática ritual
ancestral, nos últimos anos o jejuvy alastra-se pelas aldeias em
escala epidêmica. São cerca de 50 suicídios por ano, envolvendo jovens
de 9 a 14 anos de idade.

Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o número de
suicídios começou a aumentar nos anos 80, dobrou na década de 90 e
bateu o recorde na virada do século 21, chegando aos mais de 50 por
ano. Não são temas deste artigo as mortes por desnutrição, os
homicídios entre os próprios indígenas ou as guerras incessantes entre
indígenas e fazendeiros, fatos igualmente chocantes. [2]

Os suicídios (jejuvy) são efetuados basicamente por enforcamento
(método antigo) e ingestão de venenos das monoculturas (método novo).
Rejeita-se a “poluição” como derramamento de sangue ou cortes físicos,
para que não se perca a palavra. Muitos guaranis consideram o suicídio
uma doença produzida pela prisão da palavra (alma). É pela boca que a
palavra se liberta. Se não há lugar para a palavra, não há vida. Por
isso, na hora de morrer, não deve ser utilizado o corte contra si
mesmo, pois a palavra se dispersaria. Sufocando-a, ela permaneceria
como um aglomerado de energia e poderia voltar a vingar em algum outro
momento.

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PGE dá parecer favorável à criação da carreira de professor indígena no estado da Bahia

PGE dá parecer favorável à criação da carreira de professor indígena
Terça-feira, 26/02/2008 - 22:25

Salvador - A Procuradoria Geral do Estado (PGE) deu parecer favorável ao projeto de lei que cria a carreira de professor indígena, atendendo a uma solicitação da Secretaria Estadual da Educação. A boa notícia veio pouco mais de uma semana depois de reunião do secretário Adeum Sauer com representantes dos índios tupinambás e pataxós hã-hã-hãe, quando discutiram a alteração do Estatuto do Magistério do Estado da Bahia.

A coordenadora de Educação Indígena da SEC, Rosilene Cruz de Araújo (que é da etnia Tuxá, de Rodelas), considerou a aprovação da proposta uma grande vitória da população indígena na Bahia. “Isso representará a autonomia das escolas indígenas, que vão poder ter sua direção própria e a garantia de uma educação específica e intercultural para os povos indígenas”, enfatizou.

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REUNIÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS NA FUNAI DE ITAMARAJU

REUNIÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS NA FUNAI DE ITAMARAJU

Estiveram presente hoje ás 9:00 hs. da manhã na cidade de Itamaraju no NAL do Monte Pascoal,núcleo de apóio logístico da FUNAI, representantes de nove aldeias indígenas do município do Prado.
O objetivo principal da reunião foi para discutir alternativas e melhoria nas condições de trabalho dos funcionários das escolas Estaduais indígenas. Enquanto espera o projeto de lei que altera a lei nº 8.261, de 29 de maio de 2002 que tramita na assembléia legislativa na cidade de Salvador, professores buscam soluções e melhores condições de trabalho. Pois a forma de trabalho que estão sendo submetidos é inaceitável o regime de trabalho via PST, ou seja, Prestação de Serviço Temporário, não se enquadra a categoria professores indígenas, pois não dar segurança nem os direitos básicos de qualquer funcionário como: décimo terceiro salário, salário família, férias dentre outras garantias que são segurados por lei.

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Deu na Revista Raiz “Web rádio indígena Brasil”

Web rádio indígena Brasil
Por Revista RAIZ.

  26 de fevereiro de 2008

” No ar” do ciberespaço, uma web rádio especializada na questão indígena.

Por Thereza Dantas

A ciberespaço tem de tudo. Ainda sofre preconceitos sobre a forma, o tempo e a qualidade de suas informações, mas todos são unânimes em admitir que é uma ferramenta que mudou e está mudando os parâmetros na área da Comunicação.

Nessa onda das novas vozes, novas visões e a democratização da informação, a Web Rádio Brasil Indígena se apresenta com toda a sua força. Filhote do site Índios on line, a rádio do pataxó Hã-hã-hãe, Anápuáka Muniz, já tem internautas da Alemanha, Áustria, Bolívia, Brasil, Canadá, Dinamarca, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Jamaica, Japão, Malásia, México, Panamá, Peru, Polônia, Portugal, Senegal, Taiwan e Venezuela. É o local invadindo o global !

Entrevista concedida a jornalista Thereza Dantas

Portal RAIZ: Desde quando existe a web rádio Brasil Indígena?
Anápuáka Muniz: A Web Rádio Brasil Indígena é ainda um indiozinho falador e está engatinhando. Começou por um teste de tecnologia, em busca de outras formas de noticiar os fatos indígenas com cunho jornalístico e histórico. Outra preocupação era que fosse produzido por indígenas e não indígenas, em todas as mídias possíveis. Continue lendo ‘Deu na Revista Raiz “Web rádio indígena Brasil”’

Governo baiano discute demarcação de terras indígenas

Salvador - O governo do estado vai levantar dados técnicos sobre a
questão das terras indígenas na Bahia e promover uma reunião entre a
Fundação Nacional do Índio (Funai), Procuradoria Geral do Estado
(PGE), Advocacia Geral da União (AGU), Ministério Público (MP) e
os representantes das aldeias. A garantia foi dada pelo governador
Jaques Wagner, em reunião com líderes indígenas e dirigentes da
Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH),
para discutir a regularização das terras. No encontro, os índios
tiveram a oportunidade de expo a situação no território indígena
Caramuru-Catarina-Paraguassu, situado nos municípios de Pau Brasil,
Camacã, Itajú do Colônia e Jacareci. Segundo eles, há compra ilegal de
terras e desmatamento na região. Continue lendo ‘Governo baiano discute demarcação de terras indígenas’

Tupinambá desaparece no sul da Bahia

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