Arquivo para Março 18th, 2008

Cacique Akanawan Pataxó Hã-hã-hãe visita o Parque do Xingu, e participa da festa em comemoração a fartura da caça e a pesca

 

Nos dias 16 e 17 de março de 2008 o cacique da tribo Pataxó Hã hã hãe Akanawan Pataxó (Arainha) e sócio da THYDEWAS esteve em visita ao Parque do Xingu juntamente com o Presidente da ONG Sebastian Gerlic.
onde se fez presentes outras autoridades da Embaixada do Canadá no Brasil, uma índia do Canadá, e representantes do MINC. Visitar o Parque do Xingu é uma oportunidade única para qualquer índio que mora no nordeste, pois ao sobrevoar o Parque você já se sente contemplado pela natureza. Quando coloquei meus pés em solo senti uma energia muito positiva em contato com a natureza, muitas árvores e um rio que parece não ter fim, é uma experiência inigualável, é você está em contato diretamente com tudo aquilo que um dia existiu em nossas terras e que hoje só existe na memória de poucos anciões que está vivo em nosso povo.

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MPF/AC pede abertura de inquérito para apurar morte de indígenas

MPF/AC pede abertura de inquérito para apurar morte de indígenas

Há denúncias de que alguns hospitais são relegados a uma condição de
abandono e se encontram com leitos ociosos.

O Ministério Público Federal no Acre (MPF/AC) requisitou à Polícia
Federal (PF) a instauração de inquérito para apurar denúncias de
flagrante falta de atendimento médico aos índios em razão de alegada
discriminação racial. Foram consideradas matérias jornalísticas
veiculadas na imprensa local, que noticiou, inclusive, o falecimento
de três índios no estado, o que fere a proteção especial concedida
constitucionalmente e garantida pela União, por meio de suas
instituições, aos povos tradicionais da floresta.
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CPI pode pedir informações à Funasa sobre saúde de índios

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Subnutrição de Crianças Indígenas se reúne hoje, às 14 horas, no plenário 7, para votar os requerimentos em pauta. Entre eles está solicitação da deputada Rebecca Garcia (AM) para que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) encaminhe à CPI informações sobre o número de crianças indígenas mortas entre 2005 e 2007.

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Comissão de mineração em terra indígena ouve Funai e DNPM

A comissão especial sobre exploração de recursos minerais em terras indígenas realiza audiência pública hoje para ouvir representantes do Ministério das Minas e Energia, da Funai, do Departamento de Produção Mineral e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais.

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Governo instala Brigadas de Incêndio Florestal em reservas indígenas

O Governo do Estado começou a treinar os índios que vão atuar nas Brigadas de Incêndio Florestal em Terras Indígenas de Mato Grosso. A instalação da primeira brigada já está em andamento na aldeia Piaraçu, no Médio Xingu.

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Brasil já perdeu 85% de idiomas indígenas

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BRASÍLIA - A língua é a  forma viva e concreta da vida cultural de um povo. É por meio dela que as pessoas falam, rezam, cantam e trocam conhecimento. Mas a Organização das Nações Unidas (ONU) faz um alerta: o ritmo de extinção dos idiomas está cada vez mais acelerado. O Brasil, por exemplo, já perdeu 85% dos idiomas falados pelos índios.

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DIREITO DE RESPOSTA NA IMPRENSA

1357 - DIREITO DE RESPOSTA NA IMPRENSA
Rede Internacional BECE-REBIA
Rede Brasileira de Informação Ambiental
 
Prezado Editor de O ECO,

Azelene Kaingáng é uma legítima liderança indígena na defesa dos direitos humanos. É uma mulher premiada, com histórico de compromisso.  Tanto que, há pouco, Azelene Kaingáng participou diretamente  da produção da Declaração dos Direitos Indígenas Organização das Nações Unidas (ONU). Foi, ainda, uma das sete indicadas por nós ao Prêmio Bertha Lutz – edição 2008 (Boletim 1354, da BECE-REBIA)

Por isso, causa-nos estranheza e indignação ver o seu nome citado na matéria “Porto da discórdia”, de Cristiane Prizibisczki, publicada pelo site O ECO em 15 de março de 2008. Por que O ECO não a consultou? Por que o ECO não pesquisou em nossas redes, já que existe um registro público sobre o assunto? Por que O ECO ignorou o e-mail enviado por Azelene Kaingáng, esclarecendo sua participação na questionada reunião?

Atenciosamente,

Amyra El Khalili - mulherespelapaz@bece.org.br
Movimento Mulheres pela P@Z!

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ONU critica Brasil por falta de informação sobre indígenas

ONU critica Brasil por falta de informação sobre indígenas

Segundo as Nações Unidas, País ignora pedidos de explicação sobre violação de direitos humanos dos índios

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

GENEBRA - A ONU critica o Brasil por ter ignorado nos últimos doze meses todos os pedidos de esclarecimento feitos pela entidade em relação aos direitos à terra dos indígenas. Desde março de 2007, as Nações Unidas vêm enviando pedidos de explicação de violações de direitos humanos. Nenhuma delas foi respondida pelo governo. “A atitude do governo está sendo muito negativa. Ignorar nossos pedidos de explicação não resolve nada”, atacou Miloon Khotari, relator da ONU para o direito à moradia.

 Uma dos questionamentos se referia à situação dos índios Kaiowás, no Estado do Mato Grosso do Sul. Em novembro, a ONU pediu explicações ao Brasil sobre alegações de que estavam sendo expulsos por fazendeiros locais de suas terras. Essas terras teriam sido reconhecidas oficialmente pela Funai em 2005, mas proprietários de terras chegaram a contratar seguranças privados para tentar expulsar os índios.

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Porto Brasil, o porto da discordia! Indígenas serão os maiores prejudicados com impacto social, ambiental e cultural

Porto da discórdia

Cristiane Prizibisczki

A notícia de um novo empreendimento em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, está movimentando a cidade. Basta dar uma volta pelas ruas para encontrar pessoas discutindo o assunto e manchetes de jornais que anunciam: “o Porto Brasil vem aí”.

Empreendimento da LLX Logística S/A, do empresário Eike Batista, o Porto Brasil é proclamado como “o maior da América Latina”, com capacidade para receber até 11 navios e 50 milhões de toneladas de materiais por ano. Segundo o Plano de Trabalho de empresa, o desenho do empreendimento será diferenciado: os navios vão aportar em uma “ilha” em alto mar, com berços para a atracação. Ilha e berços serão protegidos das correntes marítimas por quebra-mar e conectados ao continente por uma ponte de 3 km, que possibilitará o acesso de caminhões, esteiras transportadoras e dutovias necessárias à transferência de carga.

Além da ilha, também está prevista a criação do Complexo Industrial Taniguá, na área de retro-porto. Lá, ainda segundo o Plano de Trabalho da empresa, serão instaladas indústrias automobilística e eletrônica, centros de distribuição, pátio para contêineres vazios, centros de pesquisa, fabricação de pré-moldados de concreto, metal-mecânica para fabricação de máquinas e equipamentos, processamento de carnes e outros alimentos. O investimento anunciado para a implantação dos projetos é de 4 bilhões de reais.

Segundo o cronograma da Prefeitura, um grupo de trabalho deve dedicar dois anos para a análise de custo-benefício dos projetos. Se aprovados, até março de 2012 as obras deverão ser iniciadas e, entre a primeira e segunda etapa de implantação do Porto Brasil e Complexo Taniguá, deverão se passar dez anos. No próximo dia 26 ocorre a primeira audiência pública para discutir a instalação dos empreendimentos em Peruíbe.

Impactos ambientais

Apesar de a prefeitura de Peruíbe afirmar que ainda é cedo para analisar os impactos ambientais trazidos pelos projetos da LLX, é possível fazer uma comparação com outros portos brasileiros. Segundo o pesquisador Milton Asmus, professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande e especialista em ecologia de ambientes estuários e costeiros, os impactos são muito significativos e devem ser considerados quando o processo de implantação de um porto está em análise.

Entre eles estão: mudança na dinâmica e nas características físico-químicas das águas; aumento da turgidez, o que diminui a capacidade de fotossíntese dos organismos marinhos; mudança nas características do bentos marinho (fundo), o que reflete em toda cadeia de alimentação das comunidades de peixes e aves; contaminação das águas pelo processo de dragagem da areia para obtenção do calado; destinação da areia dragada; desequilibro das áreas de produção pesqueira; mudanças da paisagem e poluição do ar. “Os aspectos ecológicos são todos impactados”, diz.

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