PF descobre que emendas foram desviadas na Funasa

POR: Donizete Arruda
O cerco ao presidente nacional da Funasa, advogado cearense Danilo Forte, é grande. Apesar da inexistência nesse momento de qualquer prova envolvendo-o nos escândalos descobertos na Funasa, o Palácio do Planalto dá sinais de que precisa agir rápido para que essas denúncias no órgão não contaminem o Governo Lula. Neste sábado, 27, o jornal Folha de São Paulo traz reportagem onde a Polícia Federal (PF) denuncia que foram usadas emendas de parlamentares para o desvio de recursos que provocou um rombo de R$ 34 milhões na Fundação Nacional de Saúde em Roraima.

A PF até o momento não encontrou indícios da participação nessas fraudes de senadores, caso específico do líder do Governo Lula no Senado, Romero Jucá ou de qualquer um dos deputados federais de Roraima. E a PF sequer citou o nome do presidente nacional da Funasa, Danilo Forte nessa operação Metástase, desencadeada em Roraima que prendeu 35 e apurou desvios de R$ 34 milhões.

Delegados e agentes da Polícia Federal continuam investigando a Funasa. Cabe ao presidente nacional Danilo Forte dar respostas para por fim a tanta corrupção, isso se o advogado cearense conseguir se manter no cargo. O isolamento político de Danilo Forte é real, mas o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, tenta ajudá-lo a permanecer como presidente da Funasa.

Bem diferente do antigo padrinho político de Danilo Forte, o deputado federal também do Ceará, Eunício Oliveira. que ainda não veio a público uma única vez sair em defesa da seriedade da gestão do advogado cearense à frente da Funasa. Eunício deveria ser solidário a seu aliado e ex-concunhado Danilo Forte.

O portal http://www.cearaagora.com está aberto e de plantão durante todo final de semana e também na semana que vem para receber uma carta de apoio do deputado Eunício Oliveira à gestão do presidente Danilo Forte. Tão logo seja enviada, será publicada com amplo destaque. Leia mais sobre esse assunto em matéria do jornal Folha de São Paulo:

PF diz que dinheiro desviado na Funasa veio de emendas
Para polícia, não há indícios de que congressistas estavam envolvidos com fraudes

Romero Jucá (PMDB) diz em seu site que destinou mais de R$ 10 milhões à fundação no 1º semestre deste ano; senador não foi localizado

KÁTIA BRASIL
DA AGÊNCIA FOLHA, EM MANAUS

A Polícia Federal em Roraima diz que a origem do dinheiro desviado em fraudes em licitações da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), conforme investigado pela Operação Metástase, é verba federal proveniente de emendas parlamentares da bancada de Roraima no Congresso.

Um dos integrantes da bancada, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), divulgou em seu site que destinou R$ 10.561.526 em emendas à Funasa no primeiro semestre deste ano. Para a Polícia Federal, no entanto, não há indícios até o momento de que os parlamentares tinham conhecimento ou estavam envolvidos nas fraudes, estimadas em R$ 34,6 milhões. “Não há indícios de que os parlamentares estejam envolvidos com o objetivo final dessa prática ilícita”, afirmou o delegado da PF Alexandre Ramagem, responsável pela investigação da operação.

QUADRILHA – A Operação Metástase foi realizada anteontem em Roraima, Amazonas e Paraná, com a prisão de 32 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que fraudava processos licitatórios da Funasa. Os presos são servidores da fundação, sócio e administradores das empresas que participaram de licitações.

Para o delegado, com as emendas a direção da Funasa encontrou um “campo vasto” para fraudes nas áreas da saúde indígena, saneamento básico, compras de medicamentos e contratos de transporte aéreo. Ramagem apontou o coordenador regional da Funasa em Roraima, Ramiro Teixeira, que está preso, como o líder do esquema. Ele assumiu o cargo em 2005, por indicação do senador Romero Jucá.

“O Ramiro era a cabeça. Comprovamos que ele tinha um conluio com os empresários durante a fraude, da publicação dos editais à execução do pagamento”, afirmou o delegado da PF. Ramagem disse que houve pagamento de serviços não realizados e superfaturados.

ESCUTA TELEFÔNICA – O esquema foi descoberto em 2005, em uma escuta telefônica para investigar lavagem de dinheiro do narcotráfico contra o empresário Hassan Hussein Dehaine, também preso. Ele é proprietário da Icaraí Táxi Aéreo, vencedora de licitações para transportar em helicópteros servidores da Funasa.

A reportagem ligou para o celular de Romero Jucá, mas a ligação foi cortada e, em seguida, o telefone ficou desligado. Sua assessoria disse que ele participava de reunião no Palácio do Planalto. O advogado de Ramiro Teixeira disse que ele é inocente e que vai entrar com pedido de habeas corpus em Brasília. A reportagem não localizou o advogado de Hassan Dehaine.

Ramagem disse que não poderia comentar o fato de Ramiro Teixeira ter sido indicado para a coordenação da Funasa de Roraima por Jucá.
Segundo o delegado da Polícia Federal, se houvesse indícios de envolvimento do senador com a fraude a investigação precisaria ser autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

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