O dia-a-dia

A rotina das crianças, em Sapukai, é voltada para o aprendizado. Elas aprendem o modo de ser Guarani enquanto acompanham os adultos nas tarefas diárias, quando estão na escola e até mesmo brincando. São cerca de 150 crianças, a metade da população da aldeia.

Na aldeia, a idéia é despertar nas crianças e jovens a importância da preservação de suas tradições. As crianças aprendem com os mais velhos as danças, os cânticos, o artesanato, a caça, o plantio, entre outras. Para o coordenador Lucas, o trabalho está dando resultado porque vê os meninos repetirem nas brincadeiras o que aprenderam no dia-a-dia da aldeia.

A escola

A Escola Indígena Kyringue Yvotyty foi criada, oficialmente, em agosto de 2005, mas funciona, informalmente, desde 1991, sob a coordenação de Algemiro da Silva Karai-Mirim. São oito professores, todos índios, que se revezam em dois turnos, das 8 horas ao meio-dia e das 13 às 16 horas. Segundo o professor Ernesto Kuaray, as crianças de 4 a 10 anos aprendem tudo na língua Guarani. Elas aprendem a escrever e a história e a cultura do povo Guarani. As mais velhas aprendem a escrever e a falar o Português. Estudam, também, Matemática e História: a história dos portugueses e a história que os Guarani conhecem.

O Futuro
Manter vivas a cultura e a língua Guarani. Para o professor Ernesto Kuaray, essa é a preocupação com relação ao futuro do povo Guarani. Uma das questões mais discutidas é como incentivar os jovens a ter orgulho de ser Guarani. Os líderes de Sapukay querem evitar que os jovens se envolvam demais com os não-índios e percam a identidade: “Nem índio nem branco. Então, isso é que é uma preocupação. O jovem tem que tá sentindo, assim, a cultura. Tem que tá praticando e sentindo o tempo todo”.

Fonte: Museu do Índio – RJ 

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