Tráfico de Drogas Domina Aldeia Indígena no MS

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Além da ameaça do álcool e da desnutrição infantil, um novo fator de risco dificulta a vida dos índios da tribo bororó na Reserva Indígena de Dourados (MS): a atuação dos traficantes de drogas, que aproveitam-se da nula fiscalização das autoridades para aliciar indígenas para o narcotráfico.
Em entrevista ao jornal Folha de Dourados, Luciano Arévalos, cacique da tribo, denunciou que a presença das drogas na aldeia não está limitada apenas ao transporte por parte dos indígenas aliciados, havendo um alto índice de consumo de maconha e crack nas terras da Reserva.

 

“Os índios estão levando drogas para as lavouras de cana-de-açúcar, já que não há fiscalização nos ônibus que transportam os trabalhadores das usinas de álcool. Ninguém é submetido à revista por parte das autoridades policiais, em especial, dos federais”, denunciou.
“A polícia só vem aqui para fazer os levantamentos de homicídios e mais nada”, lamentou o cacique, acrescentando que as drogas e o alcoolismo estão destruindo os jovens de sua comunidade, com a infiltração de traficantes brasileiros e paraguaios entre os indígenas.
Arévalos calcula que pelo menos “500 quilos de drogas são comercializados por mês na Reserva Indígena de Dourados, principalmente de maconha”. O dinheiro obtido pelos indígenas com o negócio ilegal é revertido na compra de entorpecentes ou bebidas alcoólicas, trazidas do Paraguai.
Paraguai x Índios
A Coordenação pela Autodeterminação dos Povos Indígenas do Paraguai (CAPI) denunciou, na semana passada, o Estado paraguaio junto às Nações Unidas, pelo descumprimento das obrigações contidas no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.
De acordo com a denúncia, o governo paraguaio estaria violando, com sua omissão, os direitos adquiridos pelos indígenas, “provocando um sofrimento profundo de fome, doenças e ameaças à integridade física, cultural e territorial destas comunidades”.
O documento será analisado pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que poderá convidar o presidente Nicanor Duarte Frutos, na qualidade de representante do país junto aos órgãos internacionais, para se explicar sobre o assunto.

 

Fonte: Guilherme Dreyer Wojciechowski – SopaBrasiguaia.com
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