Governo do Estado Acre discute qualificação indígena

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O encontro teve o objetivo de debater as demandas de Educação Profissional voltadas para os povos Indígenas.

Lideranças indígenas se reuniram com a equipe da Gerência de Projetos de Educação Profissional para o Setor Público do Instituto Dom Moacyr para debater sobre as demandas de Educação Profissional voltadas para os povos Indígenas.

O encontro é uma ação do Instituto Dom Moacyr, que promove debates com a sociedade civil no intuito de oferecer cursos que atendam às necessidades do mercado de trabalho e contribuam para o desenvolvimento do estado. “Estabelecer diálogo com membros das comunidades indígenas é algo necessário, para que fiquem esclarecidas as demandas que devemos atender”, ressalta Adelzita de Souza, da Gerência de Projetos de Educação Profissional para o Setor Público.

Na ocasião, os representantes indígenas deram sugestões de atividades que possam ter o foco não só na formação profissional, mas enfocando o desenvolvimento humano e a produtividade econômica.

Com a reunião, também ficou clara a necessidade das aldeias de qualificar trabalhadores para a promoção do bem estar social. “Qualquer segmento da sociedade, seja indígena ou não, necessita de uma formação continuada” declara Adelzita Souza.


Aproveitando as pequenas oportunidades – Diante de um imenso universo de necessidades que precisam ser supridas, de caminhos a serem percorridos, as pequenas ações parecem se perder. Muitas vezes, ao visualizá-las, diante de tantas outras situações, a tendência é deixar de lado o que poderia ser uma boa oportunidade.

Francisca Lima é da comunidade Arara e esteve na reunião representando a Organização dos Povos Indígenas do Acre (OPIAC). Ela comenta que com um curso de curta duração abriram-se as portas para um grande trabalho: “Eu fiz o Curso de Informática Básica, aqui nesta Escola Campos Pereira, no curso trabalhei a elaboração de projetos, como fazer uma carta para autoridade, o porquê e para quê da informática, como fazer uma contabilidade para a prestação de contas, etc. Foram só 20 dias aqui e serviu para eu poder hoje acessar o trabalho onde estou”.

Agora, Francisca Lima é uma multiplicadora do conhecimento. Tudo o que vem buscar na cidade, leva de volta e passa para o seu povo. “A gente tem que se formar para trabalhar nas nossas coisas, nas nossas organizações e em outras questões. É preciso formar pessoas para dentro das nossas comunidades, precisamos levar tecnologia para trabalhar com o nosso próprio povo. Temos que formar profissional para voltar para lá e não ficar aqui, disputando espaço com o branco. Se já não tem nem para vocês, quanto mais para nós, índios. Temos mesmo é que voltar para lá, para ajudar e servir a nossa comunidade, se nosso povo se formar e vir para cidade, o que será das aldeias?”, afirma.

Economia – As 14 etnias indígenas presentes no Acre possuem economia baseada na sustentabilidade e no manejo florestal. Mas essas não são tarefas fáceis. A acadêmica de Engenharia Florestal, Suzana Silva, explica que para ocorrer o desenvolvimento sustentável “é preciso reconhecer os limites, o impacto na sociedade e no ambiente que o crescimento econômico pode acarretar, com o comprometimento de reavaliar os níveis de consumo pessoais e da sociedade”.

Instituto de Educação Profissional Dom Moacyr

Fonte: Noticias da Hora Comunicação Ltda.
contato@noticiasdahora.com

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