Funcionários da Funasa são liberados, mas prédio segue ocupado

 

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Numa rápida ação, a Polícia Federal invadiu o prédio da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), na Visconde de Souza Franco, e garantiu a saída dos funcionários que ficaram em cárcere privado por cerca de 1 hora e meia. Eles eram impedidos de sair por um grupo de índios que ocupou a sede da Fundação na manhã desta terça-feira (13), em protesto por cortes no repasse de recursos para saúde. Houve resistência, mas segundo a Funasa, nenhum ferido.

Os índios começaram a chegar ao prédio da Funasa por volta das 8h30 da manhã. Uma hora depois já tinham ocupado todo o local, impedindo a entrada e saída de funcionários. Ao todo 154 índios Tembé do Alto do Rio Guamá se uniram na ocupação.

O protesto é contra uma portaria do Ministério da Saúde que, segundo os índios, reduziu o repasse de recursos e municipalizou a saúde indígena. ‘As Prefeituras não têm compromisso com a saúde dos índios, quem deve prestar este serviço é a Funasa, além do fato de que o repasse de recursos caiu para a metade’, denuncia Edinaldo Tembé, que está à frente da manifestação.

Os índios exigem ser recebidos por um representante do Governo Federal para discutir suas reivindicações.

Em nota, a assessoria de imprensa da Funasa, em Belém, informou que a reclamação é quanto a portaria ministerial 2.656/07, que dispõe dos incentivos de atenção básica e especializada aos povos indígenas.

Conforme a regulamentação, fruto de um trabalho participativo que envolveu as principais autoridades indígenas, os recursos repassados, a partir de agora, serão de acordo com a quantidade de índios por aldeia.enquanto isso não acontecer, prometem continuar ocupando o prédio. ‘Não vamos sair daqui enquanto o Governo não negociar conosco’, ameaça o Tembé.

Portanto, segundo a Funasa, não há o que ser discutido com os Tembés, uma vez que a portaria foi fruto da discussão com as lideranças indígenas, na qual a maioria das etnias foi a favor da mudança. Ainda segundo a nota, a portaria gerou insatisfação em apenas 10% da população dos tembés, que é de 18.905 no Pará.

De acordo com a portaria, a Funasa passa a fiscalizar a aplicação do recurso que tem como objetivo aumentar a assistência à saúde dos índios.

Mesmo depois da liberação dos funcionários, os índios continuam acampados no prédio da Funasa.

Redação online

Fonte: http://www.tvliberal.com.br

 

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