O Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento

 

 

O Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento anunciado mês passado como proposta de ONGs como ISA, Ipam, Greenpeace, TNC, Conservation International, Amigos da Terra, ICV, Imazon e WWF está gerando muita polêmica. A idéia é que o governo brasileiro ofereça um prêmio em dinheiro aos fazendeiros que cumprirem a lei ambiental. Ambientalistas e uma rede de cientistas já se manifestaram contrários pois beneficiariam aqueles que não cumprem a lei , recebendo grandes quantidades de dinheiro público.

 

Infrator – Deu no site O Eco: Ondanir Bortolini (PR), prefeito que revogou numa canetada só sete unidades de conservação municipais em Itiquira (MT) no mês passado, tem um currículo recheado de outras malvadezas ambientais. De acordo com dados do Ibama, Bortolini é dono da Fazenda Três Irmãos, em Jacareacanga, Sul do Pará. Nos últimos dois anos, foi notificado duas vezes por extensos desmatamentos, incluindo o que seria sua área de reserva legal e áreas de preservação permanente. Ano passado, foi multado em 603 mil reais por 402 hectares de floresta amazônica derrubados sem qualquer anuência das autoridades ambientais.
 

Castanha – O uso de boas práticas para o manejo da castanha-do-Brasil, óleo de copaíba e látex foi tema de uma oficina do Programa Integrado da Castanha (PIC), que aconteceu semana passada na Aldeia Pólo da Terra Indígena Zoró, em Aripuanã. O programa incentiva o uso sustentável das florestas na região noroeste de Mato Grosso, envolve diversos parceiros governamenais, não-governamentais, agricultores familiares. O objetivo da oficina e capacitar os índios sobre o manejo, comercialização e certificação da castanha e outros produtos florestais não-madeireiros. Participaram povos indígenas do noroeste de Mato Grosso
 

Desmatamento – Nesta quinta-feira (14), será instalado o Conselho Gestor do Parque estadual do Cristalino, com 186 mil hectares, nas margens do rio Teles Pires. O parque sofre ações intensas de desmatamento e grilagem e recentemente quase perdeu cerca de 27 mil hectares numa armação bem feita dos deputados estaduais de Mato Grosso.É considerada uma das áreas mais importantes da Amazônia brasileira por ter grande diversidade de espécies de aves e primatas.
 

Amazônia sustentável
Adalberto Wodianer Marcondes, da Envolverde

O tempo disponível para que o Brasil assuma de fato seus compromissos como fiel depositário de um dos mais importantes patrimônios da humanidade, a Amazônia, é muito curto. Sob o ponto de vista científico, o atual ritmo de desmatamento e de comprometimento dos biomas amazônicos poderá destruir um delicado equilíbrio que garante a distribuição de recursos hídricos por toda a América do Sul, sem falar em seus impactos em outras regiões do planeta. Sob o ponto de vista geopolítico a Amazônia é vista por outros países e organizações internacionais como uma das regiões críticas para a sobrevivência da humanidade. O tempo, no máximo cinco anos, concordam cientistas, como o pesquisador do Instituto de Pesquisas da Amazônia, Antonio Donato Nobre, mestre em biologia tropical, e líderes do setor empresarial.

Sob este olhar, organizações da sociedade civil da Amazônia e empresas começaram a construir as pontes que possibilitam pensar na existência de um futuro sustentável para a maior floresta tropical do planeta. Um caminho difícil e cheio de armadilhas, mas necessário para que os serviços ambientais da região sejam definitivamente incorporados aos sistemas de valores sociais, empresariais e políticos. Durante quatro dias neste início de novembro, em Belém, capital do Pará, um grupo de líderes, representando boa parte dos interesses presentes na região, se reuniu e criou o Fórum Amazônia Sustentável, uma organização que deverá atuar com metas claras no sentido de coibir incisivamente a ilegalidade, acabar com a impunidade e a corrupção que permeiam os processos de degradação socioambiental e demandar do Estado brasileiro, em suas diferentes esferas, o exercício pleno de suas responsabilidades constitucionais frente aos direitos humanos, como por exemplo, a justiça, a segurança pública e a proteção do meio ambiente.

Os números da região são desafiadores, a Amazônia brasileira corresponde a 59% de todo o território nacional, abriga 12,2% da população do país, com mais de 180 etnias distintas, mas responde por apenas 8% do PIB.
 

Josana Salles
Fonte: http://www.gazetadigital.com.br

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