IX Jogos Indígenas: CINEASTAS NA ALDEIA

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Takumã é membro da etnia Kuikuro e foi um dos participantes da oficina de filmagem

Além da imprensa da aldeia urbana, uma figura sempre com a filmadora na mão e a pele pintada segundo a tradição coleta depoimentos, e acompanha as apresentações. Takumã é essa figura, membro da etnia Kuikuro foi um dos participantes da oficina de filmagem feita em parceria com o Vídeo nas Aldeias e a AIKAK (Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu) sob a liderança do cacique Afufaká, e do Documenta Kuikuro coordenado por Carlos Fausto e Bruna Francetto, antropólogos do Museu Nacional, as oficinas foram conduzidas pelo professor Vicente Carelle.
Cinco jovens da aldeia participam do projeto entre eles, Takumã, Maricá, Amunegi (filho do Cacique), Mahajugi (irmão de Takumã) e Ahukaká.
A idéia surgiu do cacique Afukaká Kuikuro, que notou a necessidade de cultivar a tradição e a cultura da aldeia. A próxima atitude foi criar a AIKAK em 2002, uma associação exclusivamente indígena, que visa captar recursos para atender as demandas internas da aldeia.
Quanto a Documenta Kuikuro, este é o nome do projeto vinculado ao Museu Nacional e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, e se dedica a produzir e reunir pesquisas, documentação, produção cultural e formação.
A comunidade indígena dispõe de uma sala onde os vídeos são discutidos, editados e onde os equipamentos são guardados.
Os jovens cineastas indígenas já produziram dois vídeos, um deles Nguné Elü, O dia em que a lua menstruou. O vídeo ganhou o Prêmio Chico Mendes durante o Cine Amazônia em Rondônia, o Troféu Unesco da XXXII da Jornada Internacional de Cinema na Bahia, o Melhor Vídeo do II Festival dos Jovens Realizadores de Audiovisual do Mercorsul no Ceará e o Melhor Filme de Oficina da Mostra do Filme Livre na cidade do Rio de Janeiro, todos em 2005.
Durante a oficina ocorreu um eclipse. A equipe se organizou e produziu um documentário sobre os rituais realizados durante um eclipse lunar. O segundo, Imbé Gikegü, Cheiro de Pequi, venceu no ano de 2006 o Prêmio Manuel Diegues Jr. na II Mostra Internacional de Filme Etnográfico, O Prêmio Especial do Júri no Festival Internacional de Curtas no e o Prêmio Onda Curta Internacional do Festival Interncional de Curtas todos no Rio de Janeiro.
“É para guardar as tradições para quem tá nascendo. Hoje em dia tem muitos índios que perderam o canto e a cultura deles.”, Takumã Kuikuro.

 

Foto: Marília França
Fonte:Tamyris Amaral / Tenõde Porá UCB News
http://tenodepora.spaces.live.com/

 

Tenõdé Porã UCB News

Universidade Católica de Brasília – Comunicação Social – NUCLAM

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