FUTEBOL, A ALEGRIA DE TODOS OS POVOS

Na manhã de terça-feira, 27, foram realizados os jogos da segunda eliminatória do futebol masculino e feminino. Mesmo debaixo do sol forte de Recife, o público compareceu ao Campo da Torre, no centro da capital para acompanhar as competições.   Entre os homens, cinco etnias saíram vencedoras: Gaviões, Kuikuro, Pataxó, Bororó e Umutina. No feminino, Bororó, Pataxó, Umutina e Kuikuro se classificaram para as semi-finais.
As regras são regidas pela instituição geral dos jogos. O campo é de areia, e cada tempo contém 15 minutos de jogo. Siratan, da etnia Pataxó, marcou dois gols na vitória (5  X 2)  de seu time sobre os Xavante. Para melhorar a performance do time, todos os jogadores da aldeia Pataxó, passaram óleo de coco nas pernas. “O óleo de coco é usado para a areia não grudar muito na perna, e é  também relaxante muscular”, disse. Já Kwy, da etnia Gavião, relata que o sucesso para um bom jogo é o treinamento: “Todo final de tarde eu treino no campo da aldeia”.
O futebol tem grande aceitação entre os povos indígenas. Segundo os princípios que norteiam a filosofia do evento, é importante ressaltar que nesse esporte não se propõe consagrar os artilheiros, a defesa menos vazada ou o goleiro mais eficiente. Os jogos indígenas se destacam pelo aspecto lúdico da prática desportiva, ou seja, prioriza-se o “fair play”, o jogo limpo.
Amanhã as eliminatórias continuarão. No feminino dois jogos; Bororó X Pataxó, Umutim X Kuikuro e no masculino Bororo Boe X Pataxó, Paresi Halati X Umutina e Kuikuro X Gavião. As duas finais serão na sexta-feira dia 30.
Mamãe Goleira
Uma cena pouco comum marcou o dia de hoje no Campo da Torre. Entre uma defesa e outra, a goleira Surene Kuikuro ainda arranjava tempo de amamentar seu pequeno filho. No intervalo de seu jogo, Surene bebeu um pouco de água para refrescar e recuperar o fôlego. Logo depois pegou no colo o filho de apenas 8 meses para amamentá-lo. Enquanto a mamãe realizava suas defesas, a avó cuidava do netinho. No final do jogo, a família inteira pôde comemorar, pois a etnia Kuikuro venceu por 5 a 3 nos pênaltis, a equipe dos  Xerente.
Curiosidades: Um dos maiores ícones do futebol nacional e internacional, Manoel Garrincha era descendente da etnia Fulni-ô de Águas Belas de Pernambuco.

Fonte:Vinícius Loures / Tenõde Porá UCB News
http://tenodepora.spaces.live.com

Tenõdé Porã UCB News

Universidade Católica de Brasília – Comunicação Social – NUCLAM

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