SAIU O VENCEDOR DA CANOAGEM DO IX JOGOS INDÍGENAS

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Competição de canoagem em Bairro Novo

 

Na manhã ensolarada desta quinta-feira, dia 29, foram realizadas as competições da canoagem. Na belíssima praia de Bairro Novo, em Olinda, 24 etnias colocaram suas canoas no mar e remaram no percurso demarcado por bóias. O vento forte agitou a água e atrapalhou alguns competidores, e três canoas acabaram naufragando. A dificuldade das equipes foi em decorrência ao tipo de canoa, que são próprias para navegar em rios e lagoas.
Ao final das provas, a etnia Assurini levou a melhor sobre a Gavião. Lado a lado as duas equipes travaram uma das mais disputadas provas do dia. A terceira colocação ficou com a aldeia Manoki. Ao todo foram três canoas para todas as aldeias competirem. Uma delas rachou devido à má conservação e teve que ser retirada.
A canoa é utilizada como meio de pesca e transporte. Cada canoa mede 6,5 metros e pesa 200kg. Cada povo usa uma maneira para fabricá-las. Na tribo de Joel Irikaratsa, as canoas podem transportar até sete pessoas e percorrer longas distâncias. “Já percorremos uns 300 a 400 Km em 4 dias”. Joel relata que a madeira ideal para a fabricação do transporte é a Cerejeira e que na Lua Crescente se constroem as melhores embarcações. “Na lua nova é ruim, porque dá bichinho na madeira”.
Os Bakairi utilizam a casca de jatobá. As canoas dos Karajá são feitas com troncos mais finos, e atingem uma velocidade alta, difíceis de serem conduzidas.

Regras da competição
Segundo as regras da prova, estabelecida pela organização do evento, cada etnia inscreve dois atletas, e apenas os homens participam. As canoas e todas as baterias, entre as equipes, são sorteadas. Apenas o primeiro colocado de cada bateria participa da fase final composta por um número de equipes correspondentes ao número de canoas disponíveis no evento. Cada competidor fabrica o seu próprio remo. Vence quem cruzar primeiro a linha demarcatória.

Foto:Vinícius Loures
Fonte:Vinícius Loures / Tenõde Porá UCB News
http://tenodepora.spaces.live.com/

Tenõdé Porã UCB News

Universidade Católica de Brasília – Comunicação Social – NUCLAM

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Um Comentário

  1. Newton Sergio Metzger

    Boa noite!

    Sou cidadão blumenauense usuário de caiaque a remo, azendo remoção de lixo como garrafas e outros resíduos. Para despertar a falta de atenção para com o Rio, estou as voltas com a elaboração de organização que visa a proteção do Rio Itajaí-Açú, principalmente na região metropolitana da grande Blumenau no estado de Santa Catarina.

    Mesmo ainda não havendo sido estruturada a AMEÁQUA-Associação Metropolitana de Atividades Aquáticas Cooperativa Ltda., já dispomos o domínio contato@ameaqua.org, no qual colocamos alguns arquivos e images as quais visam ilustrar nosso início de atividades.

    Estamos pretendendo programar para OUTUBRO de 2009, um Festival Brasileiro de Atividades Aquáticas na nossa cidade, provavelmente no período de uma semana, pois temos a maior passarela do sul do país, a Av. Castelo Branco, que permite o público aompanhar percurso + de 1.500 metros com calçadas na margem direita do Rio, na região central urbana da cidade.

    Entre muitas outras propostas, todas propondo o restrito uso de remo ou vela, portanto nada motorizado, consultamos sobre a viabilidade de incluirmos neste festival, uma competição de canoagem indígena, como a do IXa. Competição de Canoagem.

    Dados:

    Quantidade de participantes
    Origem
    Capacidade de custeio
    ( ) viagem R$ ( ) hospedagem R$ ( ) alimentação R$ ( ) translado das canoas R$

    Motivação para participação
    ( ) premio em R$ ( ) troféu ( ) interesse de estágio educativo cultural
    ( ) Sugestões:……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

    Acreditamos que estas ações promoverão maior atenção da comunidade para com o meio fluvial, que ainda recebe muitos dejetos dos esgotos e que deverão ser devidamente tratados.
    Mesmo na atual situação existem muito peixe de vários tipos, como os nativos – Traíra, Carpa, Cará, Mandim, Cascudo,Piava, Jundiá, Robalo, Tainhota, etc. além dos fugidos de lagoas criatórias como – Pintato, Carpa Capim, Cat Fisch, Tilápia, Bagres africanos etc.

    Como acreditamos que este ambiente poderá resultar em enorme fonte alimentar para a população regional, estaremos movendo ações que acelerem a implantação do sistema de tratamento de esgotos hidro-sanitários, já que a maioria das indústrias já tem tratamento de efluentes.
    Seria muikto importante saber quais as condições que permitam a vinda de guerreiros e como deve ser feito esta inclusão, como por exemplo proavelmente através da Funai.
    Antecipadamente gratos, cabe ressaltarmos que o festival também terá como meta a integração entre povos brasileiros, incluindo os descendentes das várias etnias, como portugueses, espanhóis, alemães, italianos, etc, portanto será indispensável a presença dos “brasileiros autênticos”, que aqui na região, na Reserva Duque de Caxias, são os Xoklens. Em virtude de que nosso avô, Otto Metzger ter sido indigenista, o qual segundo comentário feito em visita a Reserva por nosso filho Newton Jr., era muito bem aceito no meio deste povo. Obviamente estamos fazendo contato também com eles.

    Respeitosamente

    RespeitosamenteAMEÁQUA

    Assoc. Metropolitana de Atividades Aquáticas

    Newton Sergio Metzger 28.09.08

    Fone/fax nº 47 3339 5332

    msn/email:contato@ameaqua.org

    msn/email: sericenterblu@yahoo.com.br

    skype: sericenterblu

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