UMA OPERAÇÃO DE GUERRA

Rafaella Rafael, coordenadora geral da arena instalada na praia de Bairro Novo, em Olinda (PE), resumiu tudo o que está por trás da organização dos IX Jogos dos Povos Indígenas com uma única frase: “Este evento é uma verdadeira operação de guerra”. Isso porque toda a estrutura montada para receber aproximadamente 1.000 índios conta com a ajuda de uma equipe de organizadores com 150 pessoas, mais 100 voluntários.
Questões como deslocamento, segurança, saúde e higiene fazem com que os envolvidos nesse grande evento se dediquem ao máximo para que nada de imprevisível aconteça. “Não temos enfrentado grandes dificuldades. Estamos bem orientados. Todos os pequenos problemas estão sendo resolvidos”, afirma o parceiro de Rafaella na coordenação, José Alberto.

Atachés
Formada basicamente por alunos voluntários do curso de Educação Física, da Universidade de Pernambuco, a equipe dos atachés – que significa ajuda, auxílio, na língua indígena – é responsável por encaminhar os nativos aos locais dos jogos, tal como auxiliá-los com relação à alimentação e aos passeios turísticos pela cidade. “Sem eles, nada disso existiria”, observa Rafaella.
A maior experiência disso tudo é que estou aprendendo a entrar em contato com pessoas que não são de nossa cultura. Além disso, a relação de amizade entre eles é uma grande lição”, ressalta Joeli Feijó, 18 anos, que também aponta um dos maiores problemas existentes na relação entre o “homem-branco” e os indígenas: a comunicação. “É muito difícil não saber, às vezes, o que eles falam. Eles não nos entendem muito bem e assim, tenho medo de desrespeitar a religião deles”.
Felipe Marques, da Diretoria de Esporte e Juventude do Ginásio Geraldão, em Recife, avalia todo esse trabalho como bom, mas para ele, a questão do encaminhamento dos indígenas na arena ainda é precária. “Na descida dos ônibus, por exemplo, muitos índios ficam perdidos. Temos que procurá-los por todos os lados”.
Apesar dos imprevistos, tantos participantes envolvidos só fizeram com que os Jogos tivesse um saldo positivo no final. “Esse foi realmente um evento com uma preocupação e uma organização lindíssima”, diz alegre José Alberto.

Fonte:Mônica Plaza / Tenõde Porá UCB News
http://tenodepora.spaces.live.com/

Tenõdé Porã UCB News

Universidade Católica de Brasília – Comunicação Social – NUCLAM

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Um Comentário

  1. Cantalice Barros

    olá, venho por meio desta parabenizar os organizadores dessa iniciativa que informa e orienta a população no que concerne a cultura indígena, porém é com certo pezar que devo esclarecer que algumas informações não são de todo corretas, como a funcção dos atachés e a formação deles.
    Atachés são realmente voluntários, cuidam de questões acima citadas(mas não só estas), porém os estudantes de Educação Física não são os atachés. Tais estudantes são responsáveias pela organização e realização do evento esportivo em si e não do trato com índios como foi citado.
    obrigado.

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