FIM DOS JOGOS E COMEÇO DA INTERAÇÃO CULTURAL BRASILEIRA

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Troféu da celebração entregue para todas as etnias
participantes dos IX Jogos dos Povos Indígenas 2007

 

O nascer da lua deu inicio a um período de interação entre as diferentes culturas de nosso país, o IX Jogos dos Povos indígenas, oito dias de diversidade de cores, de línguas, de imagens. Hoje, sábado, primeiro dia do mês de dezembro, chegamos ao fim desse evento, mas a troca de experiências e o intercâmbio cultural continuam.
A noite começou com a apresentação de cada etnia e seguiu com a entrega das medalhas e troféus, que cada indígena recebeu, independente de vitória nos jogos ou não, toda cultura indígena foi consagrada vitoriosa.
O evento movimentou as cidades Pernambucanas de Recife e Olinda durante uma semana e foi avaliado como excelente pelo público que participava e acolhia.
Joana Maria Souza, aposentada de 61anos, participou dois dias do evento e disse estar triste por não conseguir vir mais vezes, mas ressalta que está maravilhada com a riqueza da cultura indígena. “Os índios deveriam vir todo ano, é tudo tão interessante, estou maravilhada”, explicou a aposentada.
O secretário de Esporte do Estado de Pernambuco, Nelson Pereira, veio ao evento representado o governo estadual, e afirmou estar feliz pela presença maciça do povo pernambucano. “Esse evento é um momento de troca de experiências entre os índios e todo povo, é importante preservar e valorizar toda tradição e cultura” enfatizou o secretário.
Marcos Terena é representante da Comunidade Indígena Brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU) e Coordenador do Intertribal de Memórias e Ciências indígenas. Ele informou que encontrou dificuldade na organização do evento, já que os brancos, ou não índios, não conheciam as tradições indígenas. Apesar disso, Terena considera o evento positivo, pois houve grande participação de público e uma maior interação entre os povos.
Paulinho Bororo Boe (MT), líder indígena, disse estar emocionado com o fim dos jogos deste ano. Para ele, o mais importante foi conhecer novas etnias, como os Assurini (PA) e os Xokleng (SC). O Indígena conta que seu povo está ainda mais feliz por conseguir a vitória no futebol masculino, titulo que buscava há oito anos, mas faz questão de enfatizar “o importante é celebrar a união entre os ‘parentes’ indígenas”.


Foto: Marília França
Fonte:Anna Virgínia Cunha / Tenõde Porá UCB News
http://tenodepora.spaces.live.com/

 

Tenõdé Porã UCB News

Universidade Católica de Brasília – Comunicação Social – NUCLAM

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