Natal do Índio recebe doações no bairro Cidade Baixa

Natal do Índio recebe doações no bairro Cidade Baixa
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A prefeitura recebe alimentos, roupas e brinquedos para o Natal do Índio. A campanha, iniciativa do cacique caingangue Claudir da Silva, do Espaço de Sustentabilidade da Lomba do Pinheiro, com apoio de secretarias, será revertida a caingangues, guaranis e charruas.

Doações: travessa Miguel Teixeira, 86, 2º andar, Cidade Baixa. nformações: (51) 3289-7036. Guaranis em condições precárias Crianças circulam na zona Sul, arriscando-se entre veículos para pedir dinheiro ou vender artesanato A presença de mulheres indígenas com crianças nas ruas do Centro de Porto Alegre tem se revelado mais um problema social da cidade. À espera de esmolas ou oferecendo artesanato, eles passam o dia sentados no chão em condições precárias de higiene e saúde. mbora o hábito seja freqüente há anos, o cenário provoca revolta na população, pois o quadro se agravou desde o começo deste mês – sendo visto como um descaso das autoridades em relação aos índios. Também na zona Sul, há cerca de dois meses, crianças indígenas circulam entre veículos, pedindo dinheiro ou vendendo artesanato nas sinaleiras da Wenceslau Escobar com Barbedo e Otto Niemeyer. Muitos moradores temem pela segurança dos pequenos, que surgem no meio dos carros, correndo o risco de provocar acidentes. As mulheres indígenas da área central da cidade são vistas em diversas esquinas, geralmente rodeadas por crianças pequenas que, desprotegidas, se misturam com as milhares de pessoas que circulam pelas ruas diariamente. A Rua dos Andradas, entre a Borges de Medeiros e a General Câmara, e a rua 7 de Setembro são alguns dos locais preferidos das índias guaranis. A realidade do povo guarani no Centro de Porto Alegre é bem diferente das tribos de índios caingangues. Organizados em bancas de artesanato na Praça da alfândega, os caingangues comercializam seus produtos e dispensam um cuidado especial às crianças. Cacique da Tribo Caingangue da Lomba do Pinheiro, Felipe da Silva, chamado em sua língua de Rêtong, disse que  situação em que as mulheres guaranis encontram-se na área central preocupa a tribo. ‘Ficamos tristes, pois o ideal é que elas passassem o dia nas aldeias, ou então de forma organizada aqui nas ruas’, comentou o cacique Felipe da Silva.A maioria das mães indígenas vistas no Centro da Capital provém de aldeias do Cantagalo e da Lomba do Pinheiro, onde vivem cerca de 50 famílias. A coordenadora do Núcleo de Políticas Públicas para os Povos Indígenas da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana, antropóloga Ana Elisa Freitas, explicou que um estudo antropológico comprova que os índios guaranis têm forte identificação com os arredores da Praça da Alfândega. ‘O território é identificado como uma Tava – aldeia de antepassados, um local sagrado para eles’, explicou a antropóloga.

Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.

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