Índios cinta larga pedem fim da exploração de diamantes e mudanças na atuação da PF

Índios cinta larga pedem fim da exploração de diamantes e mudanças na atuação da PF

Líderes indígenas da etnia Cinta Larga se reuniram nesta quinta-feira (20) com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e com o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, para apresentar reivindicações que envolvem o desenvolvimento da comunidade na Terra Indígena Roosevelt, em Rondônia.

A pauta de reivindicações contém dez itens. Entretanto, os índios deram destaque na reunião para o fim da exploração de diamantes na terra indígena e para mudanças na atuação da Polícia Federal no local. Os indígenas também sugeriram projetos de desenvolvimento sustentável a fim de fornecer alternativas de sobrevivência à população.

Segundo o cacique Marcelo Cinta Larga, o governo pretende atender “a maioria das demandas em janeiro”. Na avaliação do cacique, a atuação da PF é um dos pontos que mais incomoda as etnias Cinta Larga, Surui e Apurinã. “Tem que pensar qual maneira poderia trabalhar sem prejudicar as comunidades indígenas”, ressaltou.

O cacique disse que a polícia aborda os índios de maneira rude, colocando armas no peito dos que querem entrar na aldeia. Além disso, os policiais pedem para que mulheres e crianças tirem a roupa para serem revistados.

Outra reivindicação que envolve a PF é que há garimpeiros na região retirando minerais preciosos e, de acordo com as lideranças indígenas, os policiais não fazem nada.

“Eles (os garimpeiros) não entram pela barreira da Polícia Federal. Eles passam por dentro floresta”. De acordo com o cacique, cerca de 80 garimpeiros fazem extração de diamantes no local.

O Cinta Larga ainda acrescenta: “o índio não tem vergonha de passar por dentro da barreira. O índio passa pela barreira e só de saber que o índio foi para a casa no rumo do garimpo, eles (os policiais) intimam o índio e processam o índio.”

Para serem ouvidos pelo governo, os indígenas detiveram cinco pessoas no último dia 8, entre elas o comissário das Nações Unidas (ONU) David Martins Castro e o procurador da República Reginaldo Pereira. O presidente da Funai foi ao local e negociou a libertação dos reféns.

A Agência Brasil procurou a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça que informou que o órgão público a fazer pronunciamento sobre a questão seria a Funai.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria da Funai informou que hoje não poderia dar informações sobre o assunto devido a agenda lotada do presidente.

Atualmente, cerca de 2 mil índios vivem na Terra Indígena Roosevelt. De acordo com o cacique Cinta Larga, o presidente da Funai garantiu que vai atender algumas reivindicações, entre elas, verificar irregularidades em terras indígenas, a partir de janeiro.

Fonte: Agência Brasil

 

 

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