Prefeitura busca evitar mendicância entre os índios

REUNIÃO: DIÁLOGO FOI A SAÍDA ENCONTRADA
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Encontro mostrou que a estrutura oferecida não justifica mendicância
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social contabilizou no mês de dezembro e nos primeiros dias de janeiro uma série de chamadas telefônicas de comerciantes e da população incomodados com a abordagem constante de membros da comunidade indígena. Principalmente mulheres e crianças vêm pedindo esmolas nas ruas do Centro e no entorno da rodoviária.
Na tarde de ontem, a vice-prefeita Helena Hermany pediu a presença da Procuradoria da República, do Sindilojas, da CDL, do Conselho Tutelar e de representantes das comunidades indígenas. Desde 2007 a Prefeitura disponibilizou um amplo terreno no Bairro Bom Jesus, com infra-estrutura, água, luz, banheiro e área coberta, equipada com fogão e tanque, para que as famílias que estão de passagem por Santa Cruz possam se abrigar.
Além de poderem comercializar normalmente o artesanato que produzem, elas também são atendidas pelo poder público com ranchos, medicamentos, roupas e cobertores. “Não há motivo para que essa situação continue, a comunidade os recebe bem e a Prefeitura disponibiliza todas as condições necessárias para que eles permaneçam na cidade sem precisar esmolar”, argumentou.
Os representantes da comunidade caingangue, presentes à reunião – Jorge Gimenes, 37 anos, de Salto do Jacuí, e Albino Gimenes, 36 anos, de Irapuã – devem buscar o diálogo com os demais membros que ainda permanecem no município. No momento são quatro adultos e algumas crianças. Na última semana um grupo de cerca de 15 indígenas da tribo guarani retornou às suas reservas de origem.
Com o diálogo que se estabeleceu, por enquanto o problema deve estar resolvido, mas outras medidas serão tomadas. Junto com a Procuradoria da República a vice-prefeita irá pleitear um acordo com as lideranças indígenas dos grupos que passam pelo município. A cada dois meses um encontro é realizado em Porto Alegre com um conselho que trata das questões do índio no Estado. “Há tempo viemos trabalhando para evitar a mendicância entre nossas crianças e estamos obtendo sucesso. Não podemos aceitar que este problema venha de fora e que se alastre aqui”, disse.
CENAS DE CONSTRANGIMENTO
Para o presidente do Sindilojas, Luis Eduardo Kothe, com a proximidade das festas do final do ano, circular pela principal rua do Centro chegou a ser, em alguns momentos, constrangedor. “Era triste ver mães sentadas na calçada, acompanhadas de filhos pequenos e pedindo esmola. A gente se sensibiliza com isso”, declarou. Ele espera que agora isso não ocorra novamente. Embora o Executivo tenha disponibilizado uma área, a permanência dos índios na cidade ainda é um problema. Por uma questão cultural, as duas tribos – caingangues e guaranis – não aceitam dividir o mesmo espaço e o grupo que não fica no terreno do Bom Jesus ocupa as calçadas próximas à rodoviária. Helena sugere um escalonamento para que eles venham à cidade em períodos distintos.
Fonte: Gazeta do Sul

http://www.gazetadosul.com.br

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