Parlamentar defende extinção da Funai

Lideranças criticam a Fundação e afirmam que não tem mais utilidade para os povos indígenas 
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Waldir Neves critica a inoperância da Funai e defende extinção  
DOURADOS – Durante a passagem da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Reserva Indígena de Dourados, o deputado federal Waldir Neves defendeu o fim da Fundação Nacional do Índio (Funai). Ele afirmou que o órgão gasta mais de dois terços do orçamento com questões burocráticas, sendo inoperante nas questões indígenas. “Pouco se investe nos fins, apenas nos meios. Não há projetos concretos do órgão que beneficie o índio. Sou a favor da extinção da Funai”, disse o parlamentar.
Na reunião com os deputados, que aconteceu na Casa de Reza da Aldeia Bororó, as lideranças indígenas de diversas etnias criticaram a Funai e a falta de ação nas aldeias. “Ao invés de ajudar, eles só atrapalham. A Funai está cheia de cargos políticos. O órgão não ajuda a gente”, disse o agricultor indígena Naor Ramos Machado.
Na ocasião, o capitão da Aldeia Jaguapiru, Renato de Souza, fez uma denúncia grave contra órgão. Ele afirmou que as sementes de feijão destinada aos agricultores indígenas de Dourados, que estavam estocadas, foram vendidas pela Funai para uma empresa empacotadora de alimentos do município. “Existem documentos que comprovam o que eles fizeram. A única distribuição de sementes que eles fizeram, foi de um milho já vencido e mesmo assim não foi para todos. Existe um outro documento que comprova ainda o superfaturamento sobre o aluguel do prédio da Funai”, afirmou Renato.
Os líderes não querem apenas que a administradora regional da Funai, Margarida Nicoleti, deixe o cargo, mas pedem também o fim do órgão, que segundo eles, não tem sido útil à comunidade indígena.
A representante da Ação de Jovens Indígenas (AJI), Jaqueline Gonçalves Porto, foi bastante elogiada pela Comissão em seu discurso, durante a reunião. Ela disse que a tutela sobre o índio já acabou há muito tempo e que a Funai insiste por ela. “Ela nos trata como se fossemos crianças, dependentes de tudo e incapazes. Não podemos viver somente de cestas básicas, precisamos de empregos, educação, políticas públicas que ajudem os povos indígenas, em especial o jovem índio, que está esquecido”, desabafou.

Fonte:João Rocha – Jornal O Progresso
http://www.progresso.com.br

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