Coordenador da Funasa rebate relatório sobre morte indígena

Coordenador da Funasa rebate relatório sobre morte indígena

O coordenador-geral de Atenção à Saúde Indígena da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Flávio Pereira Nunes, contestou ontem (11) o relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) sobre a mortalidade infantil na população indígena em 2006 e 2007. Na avaliação de Nunes, o levantamento, divulgado na quinta-feira (1o) pelo Cimi, não representa um estudo contextualizado nem pode ser usado para indicar tendências.

A maior falha do relatório, de acordo com Nunes, foi o fato de apresentar apenas o total de mortes nos últimos dois anos, sem calcular o número de óbitos a cada grupo de mil crianças. “Os dados não estão na forma de indicadores, só em números absolutos. Para que seja feita uma análise, é necessário apontar de que maneira se comporta cada indicador, o que não foi feito”, criticou.

O coordenador da Funasa alegou que faltou ao estudo mencionar que esse índice está em declínio. Em 2006, ressaltou Nunes, morreram 48,5 crianças indígenas a cada mil nascimentos, contra 74,6 em 2000. “Tivemos uma redução importante em seis anos, saindo de um patamar elevado para moderado”, destacou.

Nunes, no entanto, reconheceu que a mortalidade de crianças indígenas ainda é alta em relação à média nacional, que é de 22 óbitos a cada mil nascimentos. Na avaliação dele, isso ocorre porque a maior parte dos índios brasileiros vive no meio rural das Regiões Norte e Nordeste, áreas onde as mortes de crianças são mais freqüentes.

“É importante lembrar que 75% da população indígena vive no Norte e no Nordeste. Em alguns municípios do Nordeste, a mortalidade infantil chega a 40 crianças por mil, não muito distante da média entre os índios”, disse.

Segundo Nunes, a mortalidade infantil entre os índios é elevada porque o país está reduzindo o número de mortes de crianças na população em geral. Para ele, o desafio da Funasa é justamente fazer com que essa diminuição nas comunidades indígenas ocorra de forma mais rápida em relação à média nacional. “Para isso é que investimos nas ações de atenção à saúde indígena”.

De acordo com o relatório Violência contra os Povos Indígenas, apresentado pelo Cimi, houve 51 mortes de crianças indígenas nos últimos dois anos – 29, em 2006 e 22, em 2007. Os estados com mais óbitos infantis foram o de Mato Grosso do Sul (17), do Tocantins (11) e de Rondônia (7).

Fonte: http://www.agorams.com.br/index.php?ver=ler&id=125380

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