EUA: Índios do Minnesota compram terra para restaurar pradarias

A notícia a seguir foi publicada no blog Tupiniquim em 31/maio e originalmente no portal da revista Visão (de Portugal), nos endereços http://indios.blogspot.com/2008/05/eua-ndios-do-minnesota-compram-terra.html ou http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200805318387495

EUA: Índios do Minnesota compram terra para restaurar pradarias
2008-05-31 00:15:11
Prior Lake, EUA, 31 Mai (Lusa) – Um terreno onde antes crescia milho e soja está agora coberto de malmequeres e centeio selvagem, entre outras espécies de vegetação e de flores que os pioneiros viram quando chegaram às pradarias do Oeste americano no século XIX.
A pequena amostra de pradaria, próxima de um condomínio nos subúrbios de Minneapolis, no estado norte-americano do Minnesota, não surgiu por acaso, resultando de um autêntico “trabalho de restauro” levado a cabo pelos índios Shakopee Mdewakanton, uma tribo Sioux.
Os índios Shakopee Mdewakanton têm, nos últimos anos, investido na terra parte dos lucros provenientes da gestão do casino de Mystic Lake, que funciona desde 1992 a cerca de 50 quilómetros da zona central de Minneapolis e é a maior sala de jogo do Minnesota, gerando milhões de dólares à tribo índia.
A tribo já adquiriu quase mil hectares de terras que estavam destinadas a uso agrícola, algumas delas após drenagem, dado serem originalmente zonas húmidas, e pretende devolver-lhes o aspecto que tinham antes de o “homem branco” ter limitado os índios às reservas.
Outras tribos também procuram voltar a dar à terra um uso similar ao que era dado pelos seus antepassados, estando os Rosebud Sioux, do esatdo do Dacota do Sul, a investir numa manada de bisontes, enquanto os índios Winnebago, do Nebrasca, foram encorajados a plantar ameixas selvagens, algumas bagas e outras espécies.
Para os Shakopee do Minnesota, recuperar a pradaria tem sido um processo árduo e dispendioso, que implica a destruição das plantações existentes, seguindo-se o lançar à terra das novas sementes.
Dada a raridade de algumas espécies que em tempos existiram nas pradarias, há sementes que valem o seu peso em ouro, segundo o ambientalista Mike Whitt, que tem estudado a tribo Mdewakanton e segundo o qual os índios gastam 600 dólares (386 euros) para criar menos de meio hectare de pradaria.
Uma vantagem deste processo de recuperação é o regresso dos animais nativos às áreas renovadas, caso dos perus selvagens, dos faisões ou dos veados.
HSF.
Lusa/fim

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