TRADUÇÃO DA MATÉRIA DO JORNAL HOLANDES “DE TELEGRAAF” DO DIA 26-07-08

VII CONGRESSO ITNERNACIONAL DE ETNOHISTORIA
AMÉRICA COMPARADA
MOCIÓN DE APOYO

Nosotros, participantes del VII Congreso Internacional de Etnohistoria América Comparada, realizado en Lima-Perú, en la primera semana de agosto de 2008 con el objetivo de discutir semejanzas y diferencias entre nuestros países, regiones, territorios y procesos, manifestamos nuestro apoyo a la manutención de la demarcación en área continua de la Tierra Indígena Raposa Serra do Sol, ubicada en Roraima, norte de Brasil, ocupada por índios Wapixana, Makuxi, Ingariko e Taurepang desde tiempos inmemoriales y ahora amenazada por la invasión de haciendas.

De igual forma, queremos manifestar nuestra solidaridad a los indios Guarani de la Aldea Itarypu, de Camboinhas, Niterói, Rio de Janeiro, que tuvieron sus casas incendiadas por criminales el 18 de julio del corriente y en ese momento luchan para reconstruir su aldea.

Lima, 07 de agosto de 2008

TRADUÇÃO DA MATÉRIA DO JORNAL HOLANDES “DE TELEGRAAF” DO DIA 26-07-08

“Nosso solo”, reivindicam índios brasileiros

“Quando compramos nossa casa aqui não sabíamos que se tratava de um cemitério indígena”, disse surpreso o empresário holandês Ton van Hoorn, acrescentando: “Mas não me preocupo muito. Neste bairro vivem muitas pessoas influentes e ricas, que certamente resolverão o problema”.

Os habitantes de um sofisticado bairro em Niterói estão agitados com o acampamento de uns cinqüenta índios numa praia popular da cidade. Os guarani, vindos de uma reserva que dizem superpovoada, afirmam ter direito ao local paradisíaco que ocuparam, vivendo da pesca e da venda de artesanato. “Nesta duna estão enterrados os nossos antepassados, veja só”, diz o jovem cacique Darci Tupã, de 29 anos, enquanto mostra ossos retirados de uma cumbuca.

Arqueólogos comprovam a existência de sambaquis, cemitérios indígenas, nos 180 hectares reivindicados pelos índios. Mesmo assim, estão sendo cada vez mais pressionados a abandonar o local. A “favela” indígena faria baixar muito os ricos imóveis do bairro, espantaria os banhistas quase nus, além de que estaria sendo ocupada uma área preservada.

FOGO

Depois de algumas ameaças, desconhecidos atearam fogo no acampamento em plena luz do dia, quando os índios estavam fora. “Construíremos duas vezes mais choupanas. Não nos tirarão daqui. Reforços estão vindo”, diz Darci Tupã com firmeza. Do lado de fora, um guerreiro vigia com arco e flecha. Agora é guerra.

Duas horas depois do incêndio a guarda florestal estava pronto com um ônibus para retirar os índios, que recusaram sair. “A guarda florestal diz agora, cinicamente, tratar-se de uma reserva natural, enquanto são permitidas as construções no local. Já existe até um hotel construído sobre o sambaqui. Os índios vieram para impedir a destruição de sua herança. E o meio ambiente está com eles em melhores mãos”, diz José de Azevedo da ong CCOB.

“Ou eles se integram na cultura branca ou cultivam suas tradições numa reserva, não aqui num lugar público”, contra-ataca a associação de moradores.

Enquanto isso, os índios parecem ter pouca pressa com a reconstrução. Batem papo numa tenda, uma jovem fuma um Marlboro deitada numa rede e Darci Tupã vê as últimas notícias sobre o caso num laptop.

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