Saneamento básico na Aldeia Guarani – Camboinhas – Niteroi/RJ

Ofício CCOB 001/09

Exmo Sr.
Pedro Paulo de Siqueira Coutinho
MD. Presidente Fundação Nacional de Saúde – FUNASA
SAS – Quadra 04 – Bloco “N” – 5º andar, Ala Norte – CEP 70070-040

Prezados Senhores

Falamos em nome do Conselho Comunitário da Orla da Baia de Niterói, que representa hoje mais de 30 entidades coligadas, em Niterói.

Abordaremos neste email, o Ofício Criminoso, em nosso entendimento, do IEF, que vem assinado pelo seu Presidente (André Ilha), que visa impedir a ligação de água/esgoto, para o aldeamento Guarani em Camboinhas/Niterói/RJ (OFÍCIO/IEF/PRE/nº 1175/2008, endereçado ao Presidente da FUNASA, Sr. Pedro Paulo de Siqueira Coutinho. Continuar lendo

”Militares ignoram aviões que decolam de terras ianomâmis”

Carlo Zacquini: coordenador da Pastoral Indigenista da Diocese de Roraima

Roldão Arruda, BOA VISTA

Os recentes alertas feitos por autoridades militares da Amazônia sobre o risco que as áreas indígenas representam para a segurança do País, especialmente na fronteira amazônica, não encontram respaldo nos fatos. O discurso militar é ideológico e foge da questão principal: a permanente invasão das terras indígenas pelo garimpo ilegal. Essa é a opinião do missionário católico Carlo Zacquini, italiano de origem, que viveu durante 45 anos entre os índios ianomâmis e hoje coordena a Pastoral Indigenista da Diocese de Roraima. Continuar lendo

QUESTÃO INDÍGENA – A imprensa é parcial e etnocêntrica

Edição 517 de 23/12/2008

www.observatoriodaimprensa.com.br
URL do artigowww.observatoriodaimprensa.com.br
Está matéria foi enviada a você por: Renata Tupinambá/renata.machado.rj@gmail.com

A maioria dos grandes jornais brasileiros não aborda a questão indígena com imparcialidade. Certas abordagens em algumas matérias jornalísticas acabam resgatando elementos etnocêntricos cristalizados no imaginário de grande parte da população brasileira. A questão da terra indígena Raposa Serra do Sol e a forma como grande parte dos jornais publicaram matérias a respeito mostram como muitos jornalistas não estão preparados, pois desconhecem os povos indígenas e a realidade indígena contemporânea. O campo da comunicação tem muito a contribuir para a sociedade e por isso é de fundamental importância que sejam veiculados pensamentos que promovam acima de tudo a igualdade, e não a inferiorização, independentemente da cultura, classe social ou povo abordado nas matérias jornalísticas.

Através de um discurso dominante, muitos outros discursos são silenciados, ou seja, o outro se encontra em um processo de silenciamento e nesse ponto se faz presente a problematização dos discursos. O etnocentrismo europeu está enraizado no ethos da sociedade brasileira, que foi sendo construído durante séculos sobre bases e correntes de pensamento européias. Nos conteúdos escolares brasileiros, principalmente em livros de história, as informações a respeito do descobrimento do Brasil em 1500 mostram que a visão do europeu quando nesse continente chegou ainda está presente nos dias atuais, visão essa em que os povos nativos não são vistos como sujeitos, mas como selvagens, sem organização social, sem cultura, seres sem direitos, que não conhecem o trabalho. Ou seja, vistos enquanto objetos do Novo Mundo, não como seres humanos com culturas diferenciadas e organizações sociais próprias.

Fazendo a ponte desde o nascimento do Brasil até 2008, podemos observar como a nação brasileira deu continuidade à visão que se iniciou no Brasil enquanto Ilha de Vera Cruz .Visão da fala de outros: cientistas, europeus, missionários, e não a visão do próprio indígena.

“Caridade” do governo Continuar lendo

Hostnet apóia a cultura indígena


A Hostnet fechou uma parceria com o site Web Brasil Indígena.org, que utiliza a tecnologia como forma de preservação da cultura indígena.

O objetivo do projeto é  qualificar profissionalmente os povos indígenas nas tecnologias de código livre para o uso colaborativo da informação e da comunicação dentro e fora das aldeias indígenas, criando uma rede social para exposição permanente desta cultura. A inciativa também visa conceituar a etnomídia como um estudo no âmbito da comunicação social.

Idealizador do portal, Anápuáka Muniz Tupinambá estará presente na Campus Party 2009, que será relizada em São Paulo entre os dias 19 e 25 de janeiro. Em sua palestra, o indígena falará sobre Etnomídia, na arena Campus Verde.

O Portal Web Brasil Indígena.org lançou uma promoção para distribuir 10 ingressos para a Campus Party 2009. Para concorrer, basta responder a pergunta: Qual é a importância da tecnologia para a conservação e a divulgação da cultura indígena? Participe.

Atenção: respostas postadas no Blog da Hostnet não serão válidas.

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