
Os índios montaram barracas com lonas pretas e já foram encontradas crianças dormindo no banhado que se formou no local. No mesmo lugar, todos dormem, cozinham e realizam outras atividades.
A promessa da Secretaria Municipal de Assistência Social é de construir no local uma “Casa de Passagem para o Índio”, que atenderia indígenas das reservas de Cândido de Abreu, Guaraniaçu, Manoel Ribas e Ortigueira que passam por Ponta Grossa para vender seus artesanatos. Mas a construção do novo espaço, que deverá abrigar três famílias por vez, depende de recursos do governo municipal, ainda sem data para liberação.
Por enquanto, os índios ocupam o terreno, que fica ao lado de uma área de preservação ambiental. Até então, os indígenas acampavam perto da rodoviária da cidade. Com as reformas na rodoviária, o local virou um canteiro de obras perigoso, segundo o secretário municipal de Assistência Social, Edilson Baggio. “A idéia de fazer a realocação dos índios surgiu da necessidade de melhorar as condições de estada quando eles vêm à Ponta Grossa”, afirmou.
A omissão da Fundação Nacional do Índio (Funai) também foi outro fator que determinou a ação da Prefeitura. “Preocupados com a segurança, decidimos buscar um local que desse aos índios melhores condições de permanência na cidade e tivesse menor risco. Gostaríamos que a Funai assumisse a responsabilidade”, disse o secretário. A área destinada aos índios tem 1,5 mil metros quadrados.
Fonte:Luciana Cristo – PAraná On Line
Foto: Fábio Matavelli/Diário dos Campos
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